A melhor sequela de Alien não foi um filme
Chega hoje aos cinemas Alien: Covenant. A mais recente das muitas sequelas do genial filme de Ridley Scott, com o icónico monstro criado por H. R. Giger.
A qualidade das sequelas de Alien sempre foi alvo de debate, mas existe uma que é um verdadeiro hino à obra original. Chama-se Alien: Isolation e não é um filme.

Lançado pela Sega em 2014, Alien: Isolation é um jogo para PC e consolas que destila a essência do Alien original e a eleva a um novo nível. Daquela forma que só é possível nos videojogos.
Alien: Isolation coloca-nos na pele de Amanda Ripley, filha da protagonista dos primeiros filmes e que, já adulta, ainda procura respostas sobre o desaparecimento da sua mãe. Essa procura acaba por levá-la até uma estação espacial mergulhada no caos. O motivo, claro: há um alien à solta!
O jogador controla Amanda na perspectiva da primeira pessoa. Estamos totalmente mergulhados no ambiente do jogo e o ambiente do jogo recria na perfeição aquele aspeto de tecnologia "lo-fi" do primeiro filme, com luzes intermitentes e ecrãs de raios catódicos monocromáticos com interferências várias.
Mas não é só a experiência de "estar" nos cenários do filme. O que eleva este jogo à posição de derradeira experiência Alien é a sensação de terror paralisante que nos incute.
A minha chegada à estação de Sevastopol, quando joguei pela primeira vez Alien: Isolation, ficou-me marcada na memória. Não há ninguém à vista, as luzes estão quase todas apagadas, está escuro e há barulhos suspeitos à nossa volta. É suposto começar a explorar a estação, mas o meu cérebro não quer fazê-lo. Estou literalmente paralisado com o medo.
Num filme a ação avança sempre, independentemente do estado de espírito do espetador. Mas num jogo... é mesmo preciso combater o nosso medo para conseguir avançar. É algo que só mesmo um videojogo pode fazer, apesar de poucos o conseguirem realmente.
Alien: Isolation não só consegue esse feito como o mantém durante toda a sua duração. No jogo não combatemos o alien, apenas fugimos ou nos escondemos dele.
É a derradeira experiência para qualquer fã de Alien.