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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Jogar a dormir

Logo do jogo Pokémon Sleep

 

Há uma diferença fundamental entre os filmes e os videojogos: às vezes adormeço a ver um filme mas nunca adormeci a jogar um videojogo. Só que o novo Pokémon Sleep quer mudar isso.

 

A The Pokémon Company diz querer que novo jogo, atualmente em desenvolvimento para telemóveis, estimule os jogadores a dormir melhor, tal como o Pokémon Go estimulou milhões de jogadores a fazer mais caminhadas.

 

Para o conseguir, Pokémon Sleep vai usar um dispositivo chamado Pokémon GO Plus + (que raio de nome), que será semelhante ao já existente Pokémon GO Plus, mas com a capacidade de analisar os padrões de sono do utilizador. O dispositivo depois comunica esses padrões ao jogo Pokémon Sleep, que dará recompensas se esses padrões de sono forem saudáveis.

 

Sim, parece tudo bastante surreal (para não dizer onírico). Pouco mais se sabe sobre o jogo ou o dispositivo, exceto que está a ser desenvolvido pela Select Button e que deverá ser lançado em 2020.

publicado às 13:53

O vício dos jogos e a viciação da OMS

Logótipo da Organização Mundial de Saúde (OMS)

 

O vício em videojogos foi oficialmente reconhecido como uma doença pela Organização Mundial de Saúde.

 

Se estão a ter uma sensação de dejá vu, isso é porque a notícia tem vindo a ser divulgada ao longo de mais de um ano pelos órgãos de comunicação social. Só que essas notícias esqueciam-se de referir que o tema estava apenas em discussão e que, de cada vez, se tratava apenas de mais uma ronda de apreciação do novo documento.

 

Mas agora é mesmo definitivo. A versão final do novo índice de classificação de doenças - International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems - foi aprovada no passado dia 25 de maio e inclui oficialmente o transtorno do videojogo ("gaming disorder").

 

A decisão tem sido altamente contestada. E não só pela indústria dos videojogos. Vários grupos de cientistas têm defendido que não existem provas concretas de que esta condição seja, de facto, um problema causado pelos videojogos ou apenas um sintoma de outros distúrbios. E, no limite, esta classificação oficial pode levar os profissionais de saúde a diagnosticá-la sem procurar outro tipo de problemas mais graves que possam estar a afetar o paciente.

 

Eu partilho dessa preocupação. Já escrevi anteriormente sobre o quanto me assusta a ideia de clínicas para tratar de viciados em videojogos, sobretudo quando são crianças ou adolescentes.

 

Por outro lado, estamos a falar da OMS. Uma organização deste nível certamente não tomaria uma tal decisão de ânimo leve ou de maneira desinformada, certo?

 

Bem... ironia do destino, apenas 3 dias antes do vício em videojogos ser reconhecido oficialmente pela OMS foi divulgado um relatório do Congresso dos Estados Unidos que nos dá razões para preocupação.

 

Segundo esse relatório, uma empresa farmacêutica falsificou estudos sobre o potencial de alguns opioides para causar dependência nos doentes que os tomam. E depois moveu uma campanha de influência sobre a OMS, para que a organização tomasse esses estudos como válidos e permitisse a prescrição desses fármacos sem grandes restrições, quase como se de Aspirinas se tratasse.

 

Na prática, a Purdue Pharma - fabricante do OxyContin - viciou as recomendações da OMS sobre o seu medicamento. Os Estados Unidos enfrentam atualmente uma grave crise de dependência em opioides.

 

Além de grave e dramático, isto causa um enorme rombo na confiança que se pode ter na OMS. E é particularmente preocupante numa altura em que grupos altamente desinformados promovem ideias falsas como a anti-vacinação.

 

Tenho dúvidas que a OMS tenha feito uma decisão informada no caso do vício dos videojogos. Não digo que o problema não exista, mas parece-me claro que necessita de estudos adicionais. E digo-o, não como ex-profissional da indústria dos videojogos, mas como ex-estudante de Bioquímica.

 

Por outro lado, não tenho dúvidas que todos devem ser vacinados. Se não têm as vacinas em dia, tratem disso!

 

E quanto aos videojogos: joguem sempre com moderação.

publicado às 22:05

Afinal o que é a nova consola portátil Playdate?

Imagem da consola Playdate

 

Apanhou todos de surpresa: a Panic, uma editora pouco conhecida, anunciou que vai lançar uma consola portátil. Isto numa altura em que os smartphones estão na mão de toda a gente e com jogos na sua maioria gratuitos.

 

Há futuro para uma nova consola portátil? Estarão loucos?

 

Bom, a consola inclui uma manivela para jogar, por isso diria que sim. Mas no bom sentido.

 

É que esta Playdate (nome da nova consola) não parece querer seguir a mesma linha da Nintendo 3DS, que é única portátil ainda no mercado. Mesmo a Nintendo poderá não querer seguir mais essa linha: a sua mais recente consola - a Switch - é um dispositivo "misto", que tanto funciona ligada à TV como pode ser levada para qualquer lado como se fosse um tablet.

 

Então o que é afinal esta Playdate?

 

Eu diria que é uma conjugação de ideias geniais. Podem ler mais sobre a consola neste artigo do Tek, mas o essencial é que:

 

 

1- É um artigo de coleção

vai ser produzido um número limitado de consolas, tornando-a apelativa aos colecionadores. E o seu visual a fazer lembrar o Game Boy irá certamente despertar a nostalgia dos gamers mais velhos.

 

 

2- É diferente de tudo

Além dos botões, a Playdate inclui uma manivela para controlar alguns jogos. Se isso resulta numa melhor experiência de jogo não sabemos ainda, mas tem a vantagem de tornar a consola em algo de único.

 

 

3- Já vem com jogos incluídos, e são exclusivos

Ao contrário das consolas típicas, comprar a Playdate dá direito a um conjunto de 12 jogos. Os jogos serão exclusivos e desenvolvidos por criadores de renome na indústria.

 

 

Tudo isto em conjunto coloca a Playdate mais a par com as "mini-consolas", réplicas miniatura de consolas antigas e que têm feito grande sucesso recentemente, do que com as consolas tradicionais. E com a vantagem de ser diferente, única e ter jogos novos e exclusivos.

 

A Panic é bem capaz de ter criado um lugar ao sol para a Playdate com esta conjugação de ideias. Resta esperar pelo lançamento em 2020.

 

Da minha parte, aplaudo a originalidade e criatividade. Não se vê algo como a Playdate todos os dias...

publicado às 18:36

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