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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

O Fortnite roubou-me esta dança que eu roubei

Imagem promocional de Fortnite

 

O videojogo mais popular do momento tem atraído todo o tipo de atenções. Obviamente que não podiam faltar os processos em tribunal.

 

"Liguem ou não a videojogos, já todos ouviram falar em Fortnite" (disse eu no meu post anterior e repito agora). E não é para admirar. Estima-se que o jogo tenha atualmente mais de 200 milhões de jogadores, dos quais 10 milhões estiveram ligados em simultâneo num evento no início de fevereiro (nada menos do que um concerto "ao vivo" do DJ Marshmello).

 

E apesar de ser um jogo de tiros e, simultaneamente, muito popular nas camadas mais jovens, Fortnite tem estado imune a polémicas. Com uma exceção:

 

As danças da vitória.

 

Não foi algo inventado pelos criadores de Fortnite. Muitos videojogos permitem ao jogador celebrar uma vitória fazendo uma pose especial ou pequena dança. É um modo do jogador se vangloriar, espicaçar os adversários ou simplesmente festejar.

 

Em Fortnite essas danças da vitória são muitas e podem ser desbloqueadas ou compradas dentro do próprio jogo.

 

Muitas dessas danças são réplicas de passos famosos. Ou porque apareceram em filmes ou séries de TV, ou porque foram realizadas por alguém famoso, ou simplesmente porque se tornaram virais nas redes sociais. Abundam os vídeos e Gifs a comparar lado a lado as danças do Fortnite e os originais que as inspiraram.

 

E, com a popularidade do jogo a aumentar de forma astronómica, começaram a surgir as queixas e processos em tribunal dos criadores de algumas dessas danças.

 

Alfonso Ribeiro, ator da série The Fresh Prince of Bel-Air, o rapper 2 Milly, o ator Donald Faison, da série Scrubs, os rappers Chance The Rapper e BlocBoy JB e até a mãe de um miúdo que protagonizou um vídeo viral (o "miúdo da camisola laranja"), todos criticaram a Epic Games - criadora do jogo - e alguns avançaram para tribunal para exigirem compensações pela utilização das suas criações.

 

 

A questão é válida e é um debate que deve ter lugar. Mas a lei, pelo menos nos Estados Unidos, é bem clara e está do lado da Epic Games: os passos de dança não estão protegidos por copyright.

 

Foi precisamente o que disse o gabinete responsável pelo registo de copyright nos Estados Unidos a Alfonso Ribeiro quando este tentou registar a sua dança. É um conjunto simples de passos e, por isso, não pode ser considerado uma obra coreográfica.

 

E faz sentido. Imaginem se, na música, alguém pudesse "ser dono" de um determinado acorde ou pequena sequência de notas. Rapidamente seria impossível criar nova música sem autorização de sabe-se lá quantas pessoas e empresas. Não é viável e impediria a criação artística.

 

Mas apesar disso continuam a aparecer novos processos contra a Epic Games. O mais recente surgiu já esta semana. Mas este cai completamente no ridículo.

 

Jared Nickens e Jaylen Brantley, basquetebolistas da equipa da Universidade de Maryland, acusam a Epic Games de se apropriar da sua dança "Running Man". O problema é: não foram eles que a criaram.

 

E quem disse que não foram eles que a criaram? Bem... os próprios.

 

É que os dois basquetebolistas apareceram em 2016 num episódio do Ellen DeGeneres Show, precisamente a explicar como viram a dança no Instagram e resolveram imitá-la e partilhá-la também. Ellen tinha convidado os verdadeiros autores da dança - Kevin Vincent e Jeremiah Hall, dois alunos do Secundário - e os basquetebolistas contam a história de como viram o vídeo deles e gostaram tanto que o replicaram.

 

Mas agora dizem que os criadores foram eles próprios. Na queixa apresentada não são referidos Kevin Vincent ou Jeremiah Hall.

 

Há oportunistas, e depois há isto.

publicado às 15:25

Novo Tetris: melhor jogo de sempre fica ainda melhor

Logótipo de Tetris 99

 

Tetris é provavelmente o melhor jogo de sempre. Já o disse antes, quando falei sobre a história do jogo, mas vale a pena repeti-lo: É tão simples que qualquer pessoa o consegue perceber e começar a jogar de imediato, mas é tão desafiante que nos deixa agarrados e a pensar em todas as formas de encaixar as suas peças.

 

É por isso ainda mais digno de nota que se continuem a lançar versões do jogo que inovam e melhoram o original. Ainda no ano passado tivemos o excelente Tetris Effect, que levou o jogo para a realidade virtual e para as paisagens melodiosas de Tetsuya Mizuguchi (criador do inigualável Rez).

 

E eis que a Nintendo acaba de anunciar um novo Tetris, para a Nintendo Switch. Desta vez o jogo vai buscar inspiração ao maior sucesso do momento nos videojogos - os Battle Royale.

 

Liguem ou não a videojogos, já todos ouviram falar em Fortnite. Um jogo de tiros em que 100 jogadores combatem entre si até só restar um sobrevivente.

 

Tetris 99 segue o mesmo princípio, mas com Tetris. 99 jogadores jogam online em simultâneo e tentam "sobreviver", sem perder, durante mais tempo do que os outros. É só isso. É simples. É brilhante. É emocionante. É como o Tetris original.

 

 

Mas é ainda melhor: Tetris 99 é gratuito. Bom... com uma ressalva. É obrigatório ter uma subscrição do serviço online da Nintendo para o poder jogar. Nada demais para uma versão ainda melhor do melhor jogo de sempre.

publicado às 16:33

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