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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Videojogos portugueses em alta

Em vésperas da cerimónia de entrega da segunda edição dos Prémios PlayStation, há não um mas dois jogos portugueses nas notícias. Obviamente que já falei de ambos.

 

São eles...

 

Logo de Quest of Dungeons

 

Quest of Dungeons, que chegou hoje à loja online da PlayStation. Quest of Dungeons cimenta assim a posição de videojogo português lançado no maior número de plataformas. A criação de David Amador pode ser jogada atualmente em iOS, Android, Windows, Linux, Xbox One, Nintendo 3DS, Nintendo Wii U e PlayStation 4. E podia voltar a falar no jogo, mas em vez disso recomendo este artigo bastante completo do site Future Behind, com declarações de David Amador.

 

E...

 

Membros da equipa de Strikers Edge

 

Strikers Edge, que acaba de ser nomeado para melhor jogo independente na feira de videojogos americana Pax South. Strikers Edge foi o vencedor da primeira edição dos Prémios PlayStation, e só não foi ainda lançado na PlayStation 4 porque tem gerado tanto interesse que a equipa de desenvolvimento está a apostar em adicionar mais conteúdos e funcionalidades.

 

Parabéns, novamente, a ambos os projetos!

publicado às 18:41

Nintendo Switch: se não os podes vencer, confunde-os

Depois de longa reflexão sobre tudo o que foi anunciado sobre a nova consola da Nintendo, a Switch, acho que posso resumir a minha opinião em duas palavras: Nintendo Vita.

 

Imagem do trailer de Super Mario Odyssey

 

Não, não me enganei. Estou a fazer uma comparação com a portátil da Sony. A Switch corre o risco de ser uma consola morta à chegada, que ainda assim poderá manter-se viva por muito tempo. Tal como a PlayStation Vita, a impressionante consola portátil da Sony que nunca fez sucesso mas que continuou a vender-se e a receber jogos até aos dias de hoje.

 

Não vou alongar-me muito a descrever a consola porque há um excelente artigo do Tek com isso. Vou apenas focar-me no que me pareceu que a Nintendo fez bem e no que fez menos bem.

 

Espetacular e espetacularmente cara

 

Não tenham dúvidas. Em termos de conceito, tecnologia e funcionalidades a Switch é absolutamente fantástica.

 

Podemos estar a jogar na TV e simplesmente tirar a consola da sua base e começar a jogar como se fosse numa consola portátil (ou num tablet, que o ecrã é tátil) ou apenas pousar a consola noutro sítio para libertar a TV. O comando pode ser separado em dois e cada metade funciona como um comando independente. Há algo de mágico em dividir um comando ao meio e passar uma metade a um amigo para jogar em conjunto. "Sharing is caring!"

 

 

E, apesar de minúsculos, os comandos têm não só os acelerómetros para poderem ser usados como os comandos da Wii original mas também têm sensores de infravermelhos capazes de detetar a distância e forma de objetos. Por exemplo: reconhecer a posição da mão num jogo de Pedra, Papel, Tesoura.

 

As possibilidades são imensas. Desde jogos semelhantes ao Wii Tennis e Wii Boxe, que fizeram o sucesso da Wii original, a jogos que nem precisam que os comandos ou os jogadores estejam voltados para o ecrã, ideais para festas.

 

Depois ainda há a capacidade de ligar até 8 consolas em rede, sem fios, e jogar em conjunto. Mais uma funcionalidade altamente social e apetecível.

 

O problema é o preço. A Switch vai custar 300€. E isto é se assumirmos a habitual paridade com o preço oficial em dólares (299,99$), mas algumas lojas online em Portugal estão a pedir 329,99€.

 

Não é uma exorbitância para uma consola nova. Mas a "caixa" que compramos só traz um comando e para abrir todas aquelas potencialidades descritas acima é preciso investir num comando adicional ou mais. E um comando completo da Switch custa 110€!

 

O que vem na caixa da Nintendo Switch?

 

É que os comandos, chamados Joy-Con, podem ser comprados em separado (uma metade), com o preço de 50€, ou num conjunto de duas metades, com o preço de 80€. Mas para usar as duas metades em conjunto ainda falta o suporte central, que custa mais 30€. É muita massa só para poder jogar um jogo mais clássico com um amigo ou um duelo de Arms (o tal jogo que faz lembrar o Wii Boxe). A título de comparação, um comando para a PlayStation 4 custa 60€.

 

Mas esperem! Para jogar online vai ser preciso pagar uma subscrição.

 

Contas feitas, o preço parece ser o maior inimigo da Switch, pois é bem capaz de afastar os potenciais interessados e o público em geral. Sobretudo se pensarmos que se encontram quase constantemente pacotes com a PlayStation 4 ou a Xbox One abaixo desse preço e com oferta de um jogo.

 

O jogo da imitação

 

Outro ponto em que a Switch parece estar simultaneamente muito bem e menos bem é no catálogo de jogos mais "típicos". É que para além de todos os conceitos de jogo inovadores que a consola permite, e que são a imagem de marca da Nintendo, desta vez a Switch parece estar também extremamente bem servida dos tipos de jogos mais "normais" das consolas, como FIFA, NBA 2K17, Skyrim e muitos outros. Só que o número de títulos novos e exclusivos disponíveis na data de lançamento (é já a 3 de março) parece curto.

 

A Switch consegue o feito de ser em simultâneo inovadora e igual às outras. Não é por acaso que se vê muitos artigos de opinião com os autores sem saber bem o que achar da consola.

 

Para além dos jogos, nota-se o empenho da Nintendo em ter todo o tipo de funcionalidades online habituais e populares na PlayStation e Xbox. Notem que a Nintendo sempre foi muito cautelosa nas funcionalidades online, preferindo sempre garantir antes de mais a segurança e privacidade.

 

A Switch vai facilitar a gestão de listas de amigos e permitir falar online com eles durante os jogos, bem como partilhar imagens e vídeos das sessões de jogo.

 

Isto, claro, para quem pagar a subscrição do serviço online, tal como a PlayStation 4 e a Xbox One fazem. E tal como as duas consolas rivais, a Nintendo vai oferecer mensalmente jogos aos subscritores do serviço. Só que enquanto as outras oferecem jogos (relativamente) recentes e os oferecem para sempre, ou enquanto a subscrição estiver ativa no caso da PlayStation, a Switch vai oferecer apenas um jogo, das antigas consolas NES e SNES, e que pode ser jogado apenas durante um mês.

 

E assim, mais uma vez, o valor da nova consola da Nintendo sai diminuído. E tudo isto faz lembrar a PlayStation Vita: uma consola cheia de excelentes funcionalidades e valor tecnológico, mas cujo preço em comparação com a concorrência sempre impediu que atingisse o sucesso.

 

Mas isto das vendas de consolas não é um sprint, é uma maratona. A Switch parece ser uma autêntica maravilha. Não duvido que vá esgotar no seu lançamento. Desconfio que depois disso as vendas irão baixar, mas a Nintendo terá muito tempo até ao próximo Natal e no futuro para ajustar preços e apresentar novos jogos.

 

Uma coisa é certa. A Nintendo conseguiu novamente apresentar uma consola diferente, única e fantástica, baralhando mais uma vez o mercado. Não há consola como esta.

publicado às 12:28

Videojogos: Previsões desastrológicas para 2017

É aquela altura do ano em que por todo o lado surgem previsões, astrológicas ou outras (as chamadas "tendências"), sobre o novo ano que começa. Eu não sou astrólogo nem analista, mas isso nunca foi impedimento para este tipo de exercício. Especialmente se levarmos a coisa na brincadeira.

 

E então o que nos espera em 2017 no universo dos videojogos?

 

Dúvidas. Muitas dúvidas.

 

Donald Trump eleito presidente

 

Vamos ter pelo menos duas novas consolas (bem, uma e meia). Vamos ter mais uma avalanche de realidade virtual. E vamos ter o presidente Trump. Vendo a coisa pela negativa, há muito potencial para o ano correr mal. Ora vejam:

 

  • Nintendo lança a nova consola Switch. É um sucesso de vendas! Durante uma semana.

 

Os detalhes sobre a nova consola da Nintendo chegam já este mês. A consola parece fantástica, mas duvido que o preço seja tão apetecível (leia-se baixo) quanto o necessário para ser um sucesso de vendas. Prevejo um sucesso de vendas na primeira semana, com todos os fãs incondicionais a quererem ser os primeiros a possuir a nova consola, seguido de uma quebra dramática nas vendas com todos os outros consumidores a continuarem a comprar a PlayStation 4 e/ou a Xbox One. Na verdade isto já aconteceu com a Nintendo DS, até que lhe baixaram o preço e se tornou um sucesso de vendas novamente.

 

  • Realidade virtual chega aos parques de diversão em força, fazendo disparar as vendas de sacos para vómito.

 

A realidade virtual não é para todos. Sobretudo por causa do preço. Deixando de lado os visores para telemóveis, a realidade virtual "a sério" custa muito dinheiro. A solução mais barata é o PlayStation VR, que sai no mínimo por volta dos 800€: 400€ pelo capacete, 300€ pela consola, 60€ pela câmara, e depois ainda é preciso comprar alguns jogos. Mas por outro lado a realidade virtual cai que nem uma luva nos parques de diversão, em que o utilizador pode pagar uma pequena maquia por uma experiência curta mas com o máximo de qualidade, numa sala inteira. O problema é que a realidade virtual não é para todos também por causa do potencial que tem para causar enjoos. Prevejo a distribuição massiva de sacos para vómito nestes parques de diversão e equipas de limpeza reforçadas.

 

  • Microsoft apresenta a nova Xbox ultra-potente e põe-lhe um preço absurdo.

 

A Microsoft vai lançar "meia" nova consola. Tal como a PlayStation 4 lançou uma versão "Pro" mais potente, a Xbox One vai ter também uma versão ainda mais potente. Pouco se sabe ainda sobre esta versão chamada Scorpio, exceto que será "muito potente". E que terá "6 teraflops" e "pixels totalmente não comprimidos" (não, a sério, a Microsoft disse mesmo isso). O que eu prevejo é que a Microsoft volte a repetir o erro do lançamento da Xbox One e cole na nova Scorpio uma etiqueta com um preço absurdamente alto porque... a consola é mesmo potente. E isso raramente dá bom resultado.

 

  • Sony aproveita para baixar o preço da PS4 Pro e descontinuar a PS4 normal. E anuncia a PS5.

 

Quem fica com espaço de manobra é a PlayStation. Logo no mesmo dia em que for conhecido o preço da Xbox One Scorpio prevejo que a Sony baixe o preço da PS4 Pro (para para ganhar a batalha dos preços) e anuncie uma nova PlayStation ainda mais potente que a Scorpio (para marcar logo território na batalha da força bruta). O que prevejo é que (ver próximo ponto):

 

  • Jogadores deixam de comprar consolas à espera da "última moda".

 

Com cada vez mais modelos intermédios de consolas, cada vez mais potentes, e com as respetivas baixas de preços dos modelos anteriores, o que prevejo é que os jogadores deixem de comprar consolas porque 1º) daqui a pouco tempo sai uma ainda mais potente e/ou 2º) daqui a pouco tempo esta que quero comprar fica mais barata. É como a história do senhor que anda roto porque está à espera da última moda para comprar a roupa.

 

  • São lançados cada vez menos jogos para smartphones, porque o pessoal só joga Clash of Clans e Pokémon Go.

 

Os jogos para telemóvel têm tido um crescimento vertiginoso nos últimos anos, seja em número de jogadores, número de títulos lançados ou em receita gerada. Mas 2016 viu surgir uma tendência preocupante: os tops de downloads e de receitas são ocupados quase sempre pela mesma mão cheia de jogos. São raros os novos títulos que fazem sucesso (Pokémon Go). Tipicamente apenas grandes "marcas" conseguem sobressair nas lojas de aplicações (Pokémon Go). Prevejo que sejam lançados cada vez menos jogos novos porque torna-se quase impossível concorrer com os pesos-pesados dos jogos mobile. Entretanto o Super Mario Run deve desaparecer lentamente dos tops da App Store, mas como entretanto vai ser lançado para Android de certeza que vai continuar a bater recordes por mais algum tempo.

 

  • Trump decide que os videojogos são demasiado violentos e proíbe a sua venda.

 

O tempo em que os videojogos eram a causa de todos os males do mundo já passou. A sociedade foi percebendo que são parte da cultura e sociedade, como qualquer outra forma de entretenimento ou expressão artística. Mas entretanto Donald Trump toma posse como presidente dos Estados Unidos. Depois de tratar de assuntos mais prementes, como a construção do muro anti-mexicanos, prevejo que Trump se lembre que a culpa da violência e tiroteios é dos videojogos e que proíba a sua venda. Sim, esta previsão parece demasiado fantasiosa... pelo menos até começar a construção do tal muro.

 

Concluindo...

 

Escusado será dizer que espero falhar redondamente em todas as minhas previsões. Até porque, havendo potencial para correr mal, 2017 também tem muito potencial para correr bem.

 

A Nintendo Switch pode ser um sucesso. A realidade virtual nos parques temáticos pode ajudar a que esta tecnologia se estabeleça definitivamente. A Scorpio pode ser lançada com um preço competitivo e jogos fantásticos. A Sony poderá melhorar em muito a PlayStation com a nova concorrência da Scorpio e da Switch. Os jogadores podem aproveitar esta concorrência através de promoções e aderir cada vez mais às consolas. Os smartphones continuam a ser a plataforma ideal para o aparecimento de novos conceitos de jogos. E o presidente Trump... bem... a ver vamos.

 

Digam vocês nos comentários o que esperam de 2017 em relação aos videojogos... E bom ano novo para todos!

publicado às 13:15

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