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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Jogador expulso por apoiar protestos em Hong Kong

O mundo pertence à China. Ou pelo menos está cada vez mais perto disso. O que me leva a dizê-lo não é nenhuma análise macroeconómica. Não. O maior indicador são as pequenas coisas.

 

Foto de Ng Wai Chung - jogador de Hearthstone

 

A Blizzard é uma das maiores produtoras de videojogos do mundo, criadora de sagas de renome como Warcraft, Starcraft, Diablo e, mais recentemente, Overwatch. E também Hearthstone, um título menos conhecido mas igualmente popular, que é uma espécie de Magic: The Gathering em formato digital.

 

Está atualmente a decorrer o campeonato Hearthstone Grandmasters: uma espécie de Liga dos Campeões onde competem os melhores jogadores mundiais de Hearthstone. Ao todo a competição atribui 500.000 dólares em prémios. Os jogos são transmitidos pela internet, bem como todo o tipo de conteúdos relacionados, sejam entrevistas, comentários ou biografias dos jogadores.

 

E foi no passado dia 6 de outubro que, numa entrevista após uma partida em Taiwan, o jogador Ng Wai Chung colocou uma máscara à semelhança dos manifestantes em Hong Kong e exclamou "Libertem Hong Kong".

 

 

Podia ter sido um pequeno episódio rapidamente esquecido... só que a Blizzard resolveu agir.

 

Ng Wai Chung foi rapidamente desqualificado da competição, perdendo direito a 4.000 dólares de prémios que já tinha acumulado. O motivo oficial foi ter violado uma regra que proíbe os atletas de fazer qualquer coisa que "cause ofensa a uma parte ou grupo do público ou que, de alguma forma, prejudique a imagem da Blizzard". Uma punição dura para quem só manifestou o desejo de liberdade.

 

Mas não foi só. O atleta foi ainda banido de futuras competições durante um ano. Uma punição que começa a ser exagerada.

 

Mas não foi só. Os dois apresentadores que estavam a conduzir a entrevista foram despedidos. E aqui já exagerámos no exagero.

 

Como podem imaginar, esta situação não passou despercebida e as críticas choveram. Não só entre os jogadores mas também um pouco por toda a indústria e entre políticos americanos Democratas e Republicanos. Até alguns empregados da Blizzard fizeram uma manifestação de protesto á porta da sede da empresa, chamando a atenção para dois dos 8 valores que a própria Blizzard assume como sua missão:

 

- "Todas as vozes são importantes", em que a empresa encoraja todos os seus empregados a pronunciarem-se e a ouvirem as opiniões e críticas dos outros.

 

- "Pensar global", em que a empresa se compromete a apoiar a sua comunidade de jogadores mesmo apesar das diferenças culturais.

 

E com este expectável "efeito Streisand", porque é que a Blizzard teve uma reação tão drástica?

 

Dinheiro. Muito.

 

A China é um dos maiores mercados do mundo para a indústria dos videojogos. E, para além de grande, continua em crescimento. E a China não é um mercado livre. Para operar na China, as empresas estrangeiras têm de obedecer a uma série de regras e operar em conjunto com empresas chinesas. E a autorização para operar na China pode ser revogada a qualquer momento, se as autoridades do país assim entenderem.

 

É, portanto, normal que a Blizzard não queira que nada nos seus jogos ou eventos possa perturbar as autoridades desse mercado tão importante. Mesmo que isso implique ser permeável aos seus próprios valores ou à Constituição do seu país de origem.

 

Foram as autoridades chinesas que exigiram à Blizzard que tomasse medidas? Duvido, mesmo que algumas teorias da conspiração apontem para o facto de uma das maiores empresas tecnológicas chinesas - a Tencent - ser dona de 5% da empresa.

 

Não. A verdade é que a importância do mercado chinês é tal que este tipo de reação se tornou natural e instintiva. Não queremos importunar, nem mesmo quando se trata de direitos fundamentais.

 

São as pequenas coisas que mostram a influência que a China conseguiu conquistar sobre o capitalismo ocidental.

 

E isto não terá sido um caso isolado?

 

Apenas um dia antes deste caso, Daryl Morey, o diretor da equipa americana de basquetebol Houston Rockets, publicou na sua conta do Twitter uma mensagem de apoio aos protestos em Hong Kong. Daryl Morey apagou o seu tweet. Daryl Morey pediu desculpa. A NBA publicou uma declaração a criticar Morey. Morey pode vir a ser despedido.

 

A abertura do mercado Chinês não é só uma oportunidade económica. É também uma oportunidade de tentar influenciar positivamente as políticas restritivas do país, rumo a um futuro mais aberto. Infelizmente, parece que estamos a assistir ao percurso inverso.

publicado às 17:40

Nintendo faz 130 anos... sim, cento e trinta

É um nome incontornável dos videojogos e, por isso, associada à modernidade da indústria eletrónica. Mas a verdade é que a Nintendo foi fundada a 23 de setembro de 1889. Há precisamente 130 anos.

 

Placa na antiga sede da Nintendo, em Kyoto

Imagem: Placa na antiga sede da Nintendo, em Kyoto. Retirada de https://en.wikipedia.org/wiki/File:Nintendo_former_headquarter_plate_Kyoto.jpg, usada sob licença Creative Commons Attribution 2.5 Generic.

 

Há uma década, quando o portal de jogos do SAPO deu a notícia dos 120 anos da Nintendo, houve uma chuva de comentários a gozar connosco e a chamar-nos incompetentes. 120 anos!?!? Muitas pessoas simplesmente não acreditavam e assumiram que era incompetência dos jornalistas do site.

 

Para uma empresa centenária, a Nintendo tem claramente um ar jovem: ninguém lhe dá a idade que tem. E, de facto, a empresa japonesa continua de plena saúde. Para isso contribui de certeza a sua capacidade de evoluir e se adaptar aos novos tempos. Se a Nintendo começou como fabricante de cartas de jogar, a sua entrada nos videojogos deu-se logo que estes apareceram, ao fabricarem periféricos para a Magnavox Odyssey - a primeira consola de jogos de sempre. A Nintendo lançou a sua primeira consola, a Color TV-Game, em 1977.

 

Ao longo do tempo, muitos analistas têm previsto a morte da Nintendo. Sempre estiveram errados.

 

Por exemplo, quando os smartphones se começaram a afirmar-se como plataformas de jogo, isso foi visto como o prenúncio da morte das consolas portáteis. E quando a Nintendo apresentou a Wii, uma consola com menos poder gráfico que as suas concorrentes e uns comandos que se agitavam no ar, isso foi visto como um sinal de fraqueza e admissão de derrota da Nintendo face às consolas rivais.

 

A Wii acabaria por vender mais de 100 milhões de unidades, tornando-se a terceira consola doméstica mais vendida de sempre (quase empatada com a PlayStation em segundo lugar).

 

Quanto à atual Nintendo Switch, foi a consola mais vendida do primeiro semestre de 2019. É portátil e continua a ter comandos que se agitam no ar.

 

Para os mais entendidos na indústria dos videojogos, há uma regra de ouro: nunca descartes a Nintendo.

 

Parabéns, Nintendo! Venham daí mais 130 anos!

publicado às 12:15

O desafio das caras velhas, versão videojogos

Nas últimas semanas parece que anda toda a gente a publicar nas redes sociais fotos suas com a cara "envelhecida".

 

Esta nova moda recorre à Facepp, uma aplicação para Android e iOS que usa Inteligência Artificial para alterar fotos de caras de diversas maneiras: mudar o penteado, mudar de sexo, envelhecer, etc. A app não é nova, mas por algum motivo voltou à ribalta com a função das caras envelhecidas. A utilização tem sido tanta que já surgiram os avisos de que a app pode não ser segura e ter acesso a vários dados do telemóvel... tal como a maioria das outras apps, digo eu.

 

E como aderir às modas dá cliques, resolvi adaptar esta moda ao universo dos videojogos. Mas em vez de usar a app, fui mesmo à procura de algumas personagens conhecidas dos videojogos que já tenham tido direito a versões mais e menos jovens. Trabalho fácil, já que os videojogos (e o cinema também) também têm recentemente explorado essa veia criativa das personagens envelhecidas.

 

Eis alguns exemplos.

 

Kratos (God of War)

 

Kratos (God of War) velho e novo

 

Um dos jogos mais aclamados do ano passado, God of War reimagina o trágico Kratos envelhecido, exilado da Grécia para os países nórdicos e com um filho.

 

Marcus Fenix (Gears of War)

 

Marcus Fenix (Gears of War) velho e novo

 

Também o recente Gears of War 4 reimaginou a sua personagem principal envelhecida, exilada e com um filho, embora num cenário diferente.

 

Max Payne (Max Payne)

 

Max Payne (Max Payne) velho e novo

 

Max Payne teve igualmente direito a uma versão envelhecida e solitária em Max Payne 3, lançado há alguns anos.

 

Solid Snake (Metal Gear Solid)

 

Solid Snake (Metal Gear Solid) velho e novo

 

Metal Gear Solid 4 surpreendeu ao apresentar a sua personagem principal envelhecida. Envelhecida mas não exilada. Snake mantinha-se no ativo apesar de sofrer um envelhecimento artificial acelerado.

 

Heihachi Mishima (Tekken)

 

Heihachi Mishima (Tekken) velho e novo

 

Ao longo da saga Tekken muitas das personagens envelheceram, mas é Heihachi quem tem uma evolução mais notória.

 

Ellie (The Last of Us)

 

Ellie (The Last of Us) criança e adolescente

 

A sequela de The Last of Us ainda não saiu, mas as imagens já reveladas mostram que a protagonista Ellie já não é uma criança.

 

Quase todos (Mortal Kombat)

 

Para fechar, um caso especial: a história de Mortal Kombat 11 põe as suas personagens a viajar para trás no tempo e a encontarem versões mais jovens de si próprios. O trailer abaixo mostra algumas delas. Mas atenção aos mais sensíveis: o trailer é bastante violento, não fosse Mortal Kombat o motivo pelo qual os videojogos têm classificação etária.

 

 

Lembram-se de outros exemplos? Partilhem nos comentários abaixo.

 

E se quiserem ver fotografias de consolas antigas tratadas por outra app, espreitem esta galeria:

Fotografia da Nintendo Entertainment System tratado pela app Prisma

 

publicado às 14:08

Uma feira de trailers

A maior feira de videojogos do mundo está de volta. A edição de 2019 da E3 prometia muitas novidades e, tecnicamente, não desapontou. Mas algo se perdeu... E não estou a falar da Sony, que essa já tinha avisado que não iria estar presente.

 

Imagem promocional da E3 2019

 

A E3 é aquela altura do ano em que as maiores novidades do mundo dos videojogos são anunciadas, em palcos gigantes, com centenas de jornalistas na plateia e milhões a assistir online. Em alguns casos são apenas pequenos teasers de novos jogos, que ainda podem demorar anos a ser lançados. Noutros são demonstrações mais detalhadas de jogos que já tinham sido anunciados anteriormente.

 

Só que este ano, com poucas e louváveis exceções, praticamente só tivemos trailers.

 

O que me desapontou na edição deste ano foi isso mesmo. Não tenho nada contra os trailers. Conforme referi acima, alguns jogos são anunciados muito antes de estarem prontos para serem mostrados. O trailer é a melhor forma de apresentar um novo conceito ou uma sequela de um jogo conhecido. Mas, para jogos numa fase mais avançada do seu desenvolvimento, uma demonstração mais detalhada e uma explicação dos sistemas do jogo feita pelos criadores é uma excelente forma de promover um título.

 

Este ano tivemos muito pouco disso nas conferências das principais editoras. A maioria foram praticamente só trailers. A Square-Enix resolveu, pelo meio dos trailers, mostrar publicidade a jogos já lançados. É... deprimente. Por outro lado fizeram uma demonstração bastante detalhada do remake de Final Fantasy VII, que foi das melhores deste ano.

 

Mas ainda mais deprimente foi a conferência da Bethesda que, depois de meses de críticas à qualidade de alguns dos jogos que lançou e da forma como tratou as pessoas que os compraram (pesquisem por notícias de Fallout 76 anteriores à E3 e vão ver o manancial), parecia ter colocado nas filas da frente da plateia um conjunto de fãs ou funcionários que aplaudiam histericamente por tudo e por nada. Duvido que o tenham feito, mas lá que parece...

 

 

Demonstrações em detalhe não houve muitas. Foram movidas para os stands das editoras no recinto da feira e para transmissões online mais específicas. Faz sentido, mas quem está a assistir à distância terá dificuldade em andar à procura entre centenas de novos vídeos de dezenas de editoras para encontrar o "sumo". Perde-se o foco que as conferências principais providenciam.

 

Mas não se enganem. Houve novidades, muitas e boas. Foi apenas a forma como foram apresentadas que me desapontou um pouco.

 

 

 

Ah, e parece que a Microsoft anunciou uma nova consola. Mostraram um vídeo com pessoas a falar dela.

publicado às 14:43

Stadia: como não lançar um serviço de jogos

A Google revelou finalmente os detalhes mais importantes sobre o seu serviço de streaming de jogos: quanto custa e quando fica disponível. E para quem estava à espera de uma revolução na indústria dos videojogos foi um balde de água fria.

 

Imagem promocional do Google Stadia

 

Quando, há umas semanas, foi feita a primeira apresentação do Google Stadia (site não disponível a partir de Portugal), as coisas não começaram bem. Já se sabia que se tratava de um serviço de videojogos, por isso foi no mínimo estranho que a primeira coisa dita pelo primeiro apresentador (nada mais que Sundar Pichai, o CEO da Google) tenha sido "Eu não gosto de videojogos."

 

Não é um insulto - cada um tem os seus gostos - e até lhe admiro a honestidade, mas se é para anunciar um serviço de jogos, se calhar escolhia outra pessoa para abrir a apresentação, ou no mínimo deixava esse detalhe de lado, que também não era relevante.

 

Nessa primeira apresentação falou-se quase só de tecnologia. Muitos artigos de opinião foram publicados sobre como a Google iria revolucionar a indústria dos videojogos, mas eu abstive-me de opinar porque faltava o mais importante: quem vai poder jogar, quando e por quanto dinheiro? E já agora quais os jogos...

 

Por esse motivo a apresentação de ontem era a mais importante. Finalmente íamos ao que interessa.

 

As coisas não começaram bem.

 

O Google Stadia é um serviço de streaming de jogos. Ou seja, em vez de o descarregarmos para um PC, consola ou telemóvel, o jogo corre diretamente nos servidores da Google e o jogador apenas vê uma emissão em direto, controlando o jogo à distância. A grande vantagem é que não é preciso hardware potente para correr jogos com o máximo de qualidade gráfica. Isto, claro, se a ligação à Internet for suficientemente rápida e estável.

 

Ironia das ironias, a emissão em direto da apresentação estava altamente instável. Durante alguns minutos tentei assistir, mas à quarta vez que a emissão foi abaixo desisti. A julgar pelos comentários em alguns sites, não fui o único a ter essa experiência.

 

Mas podemos ignorar esse percalço. A robustez da infra-estrutura de rede da Google não me levanta dúvidas. O conteúdo da apresentação é que desaponta.

 

Com toda a tecnologia que tinha sido apresentada, havia potencial para revolucionar a forma como compramos e consumimos videojogos. Desde não ser necessária uma consola ou PC dedicado, até à possibilidade de clicar num vídeo do Youtube e começar imediatamente a jogar.

 

Em vez disso, no Stadia vamos continuar a comprar jogos à peça e, pelo que as declarações dos responsáveis deixam adivinhar, ao mesmo preço que nas lojas digitais e físicas.

 

E quanto a não ter de comprar uma consola ou um PC dedicado? Isso vai ser verdade eventualmente, lá para 2020. Quem quiser jogar no Stadia quando for lançado em novembro deste ano (não estará disponível em Portugal) vai ter de comprar um Chromecast Ultra e comando Stadia por 129,99$.

 

E quanto a jogar com o máximo de qualidade gráfica? Para isso tem de se pagar uma mensalidade de 9,99$. Haverá um acesso gratuito ao serviço em 2020, mas com uma resolução HD e som estéreo. Jogar em resolução 4K, cor HDR e som 5.1 - que as atuais Xbox e PS4 já suportam - só para quem paga.

 

Aliás, façamos umas contas simples.

 

A PlayStation 4 foi lançada a um preço de 399$ no final de 2013, pelo que até agora já teve 66 meses de vida. Jogar no Stadia com a qualidade máxima por esse mesmo período de tempo custaria 660$. O Stadia é 65% mais caro que uma consola nova, pelo menos para quem quiser o benefício da qualidade de imagem e som.

 

É verdade que a comparação entre o Stadia e as consolas não é assim tão simples, mas onde quero chegar é que a nova proposta da Google está longe de ser revolucionária ou até, simplesmente, apetecível. Pelo menos para os jogadores.

 

Qual o futuro do Stadia?

 

No seu modelo atual não lhe vejo um futuro risonho. Até porque a Google está a ignorar o óbvio. Estes serviços de compra à peça são o passado. Os serviços de acesso total é que são o futuro, ou melhor, o presente. Serviços como o Netflix geram mais receita que os videoclubes digitais. Serviços como o Spotify geram mais receita que a venda de músicas em formato digital. E aquela conveniência de clicar num vídeo do Youtube e começar a jogar cai por terra se, pelo meio, é preciso confirmar que se quer comprar o jogo e percorrer todo o processo de pagamento.

 

Até nos serviços de streaming de jogos esse modelo à peça já deu provas de não funcionar. Quando a Sony lançou o serviço PlayStation Now, cobrava valores ilogicamente elevados para jogar um jogo por apenas algumas horas. Foi um fiasco, e passados poucos meses o PlayStation Now mudou para um sistema de subscrição mensal com acesso a todo um catálogo de jogos. O serviço da Sony conta atualmente com mais de 700.000 utilizadores.

 

A Google fez o que faz melhor: criar uma tecnologia impressionante. Mas não parece ter pensado em como torná-la realmente apelativa para os jogadores.

publicado às 14:35

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