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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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ZX Spectrum No Museu da Ciência

O ZX Spectrum faz 34 anos já no próximo dia 23 de abril. E vai ter honras de exposição no Museu da Ciência.

 

Cartaz ZX Spectrum

 

Se há computador que merece a atenção de um museu é claramente o Spectrum. Porquê? Porque revolucionou o mundo da computação. O Spectrum foi o primeiro computador pessoal de baixo custo. Foi o primeiro que de facto permitiu ao cidadão comum explorar em sua casa esse novo mundo da informática. E foi também o Spectrum que gerou a primeira grande vaga de criadores de videojogos independentes.

 

Simples e acessível

 

No início da década de 1980 os computadores ainda eram máquinas "grandalhonas" e extremamente caras, tipicamente só acessíveis a grandes empresas e universidades. Mas o britânico Sir Clive Sinclair quis levar a informática até às casas dos cidadãos comuns e assim veio a nascer o microcomputador Spectrum: barato, pequeno, simples.

 

Além de barato, o Spectrum era realmente micro. Até para os padrões atuais. Acessórios à parte, o aparelho ocupava pouco mais espaço que um bloco de notas A5. O teclado era embutido na face superior, como nos portáteis de hoje em dia. Mas a poupança e acessibilidade não se ficavam por aí.

 

Em vez de precisar de um monitor, que seria mais uma peça cara a adquirir, o ecrã do Spectrum era qualquer televisão normal. E para ler e gravar programas e jogos usava simples cassetes de áudio, iguais às dos autorrádios, aparelhagens e Walkmans.

 

Uma revolução na distribuição

 

A facilidade de programação era outra das mais valias do Spectrum. A linguagem Basic usada para interagir e programar no Spectrum era bastante simples de entender e, apesar da maioria das pessoas usar o Spectrum apenas para jogar videojogos, muitos foram os que se aventuraram na aprendizagem da programação graças à criação de Sir Clive Sinclair.

 

Mas a verdadeira revolução aconteceu graças às tais cassetes de áudio. Não era apenas o programar que era fácil: distribuir os programas era tão simples como copiar cassetes de áudio e entregá-las aos amigos. Num mundo em que a Internet ainda era pouco mais que um projeto, isto deu uma força de expressão nunca antes vista aos criadores de videojogos independentes.

 

Na altura os videojogos eram criados por grandes empresas, que produziam também as máquinas que os corriam (consolas ou máquinas para salões de jogos). Mas com o Spectrum, pela primeira vez, qualquer pessoa podia criar os seus próprios videojogos e distribuí-los. E assim foram descobertos novos talentos um pouco por todo o mundo, Portugal incluído. E sabiam que o Spectrum chegou a ser produzido cá em Portugal?

 

Eventos sobre o Spectrum no Museu da Ciência

 

O Museu Nacional de História Natural e Ciência elegeu o Spectrum como "objeto do mês" e dedica-lhe esta semana dois eventos.

 

Já no dia 21, ao fim da tarde, há uma conferência incluída no ciclo "60 Minutos de Ciência" dedicada ao Spectrum. A conferência está a cargo de João Diogo Ramos, criador da Collectors Bridge.

 

No dia 23 comemora-se o 34º aniversário do Spectrum, com uma conversa com o jornalista e historiador de videojogos Ivan Barroso, a decorrer às 15:00 horas. Durante todo o dia haverá mostras de objetos de coleção de João Diogo Ramos e uma área para experimentar os jogos do Spectrum com Mário Tavares, o grande promotor do projeto de museu de videojogos Nostálgica.

 

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publicado às 17:57

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