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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Uma história de violência: 25 anos de Mortal Kombat

É por isto que os jogos têm um selo com a idade recomendada...

 

Logotipo de Mortal Kombat

 

Há um motivo para os videojogos terem na caixa um autocolante ou selo com a idade recomendada. E esse motivo fez este mês 25 anos.

 

Mortal Kombat era um jogo tão violento que fez nascer a classificação etária de jogos. Não foi a única causa, naturalmente, mas o jogo tinha um conjunto de características próprias que na altura o diferenciavam dos demais.

 

A violência de Mortal Kombat não se limitava aos combates corpo a corpo, que eram o cerne do jogo. Quando o combate terminava o vencedor podia desferir um golpe mortal no adversário. A voz do narrador incitava a isso com a célebre frase "Finish him!" (ou "Finish her!"), que significa "Acaba com ele/ela!".

 

Estes golpes eram chamados "Fatalities". Existiam em grande número e variedade mas todos eram de uma violência e sadismo requintados. E eram a imagem de marca do jogo. Vejam por exemplo o vídeo abaixo (obrigado Shiryu!) em que Sub-Zero arranca a cabeça de Sonya, com a coluna vertebral a vir atrás. Que por acaso até é uma cena do filme "Predador"...

 

 

Está tudo explicado, certo?

 

Calma... Há mais.

 

Outra característica particular de Mortal Kombat eram os seus gráficos. Em 1992 os videojogos eram na sua maioria imagens a duas dimensões, desenhadas quadradinho a quadradinho (os pixels) com um número limitado de cores. O hardware da altura não dava para muito mais.

 

Mas Mortal Kombat deu um passo em frente. Em vez de desenharem as suas personagens os criadores do jogo usaram imagens fotográficas digitalizadas. O aspeto era muito mais realista do que qualquer outro jogo da altura e isso despertou a preocupação que "agora que as imagens são mais realistas se calhar têm mais impacto".

 

Imagem de Mortal Kombat

 

Esse alarmismo com o realismo dos gráficos dos jogos tem sido, aliás, recorrente. A cada nova geração de consolas a pergunta volta a surgir da parte de jornalistas, políticos e outros. Recordo-me de ir à SIC Notícias por alturas do lançamento da primeira Xbox, em 2002, e dessa pergunta ter sido feita.

 

Mas entre 1992 e 1993 esse "realismo" visual tornava-se pela primeira vez uma preocupação real e ao mais alto nível. O tema foi discutido em audiências oficiais no Congresso dos Estados Unidos, tendo terminado com uma exigência à indústria americana de videojogos para criar um sistema que evitasse que este tipo de jogos fosse inadvertidamente jogado por crianças. Assim viria a ser criado o ESRB - Entertainment Software Ratings Board - que passou a aplicar um selo com a classificação etária a cada jogo vendido nos Estados Unidos.

 

Este sistema mantém-se em vigor até hoje e tem congéneres por todo o mundo. Em Portugal é o IGAC a entidade responsável pela classificação de videojogos, mas a entidade nacional limita-se a aplicar as classificações atribuídas pelo organismo europeu PEGI.

 

E quanto à história de Mortal Kombat?

 

O enredo do jogo quase não merece menção (pelo menos na minha antipática opinião), mas isso não o impediu de ser adaptado ao cinema por Paul W. S. Anderson. Mas sobretudo não o impediu de ser um sucesso de vendas: as inovações na jogabilidade e a qualidade do jogo foram a base sólida e a polémica contribuiu para o seu reconhecimento. E as sequelas foram muitas.

 

25 anos depois, continuam a sair novas versões de Mortal Kombat. E o sucesso e a polémica continuam presentes.

 

Se quiserem ver mais vídeos de Mortal Kombat e muitos outros jogos clássicos, não deixem de visitar o canal do Shiryu no Youtube.

publicado às 16:19

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