Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Um jogo bom, bonito e... grátis

Aliás, chamar-lhe bom é um eufemismo. O jogo de que falo consegue um nível de qualidade muito acima da média. É mesmo muito bom! Chama-se Leap Day e está disponível gratuitamente para Android e iOS.

 

 

Mas não é o facto de Leap Day ser um bom jogo que o torna digno de nota. São lançados jogos muito bons com bastante frequência, felizmente. O que realmente distingue Leap Day é que consegue ser um excelente jogo apesar de ter duas características que são tipicamente vistas como handycaps pelos jogadores mais dedicados:

 

  1. É um jogo para telemóveis.
  2. É um jogo gratuito.

 

E porque é que essas características seriam um problema?

 

Bem... eu não estou a dizer que o são. Mas é sem dúvida um preconceito existente. E em certos casos é mesmo verdade.

 

Apesar do sucesso tremendo que os smartphones atingiram enquanto plataformas para jogar, a verdade é que não foram criados para esse efeito. Não são consolas portáteis. Não têm botões.

 

Isto apenas significa que os jogos feitos para smartphones têm que ter em conta estas particularidades. Nada impede que se façam bons jogos, que funcionem perfeitamente nestes dispositivos (pensem no Angry Birds). Só que, obviamente, há muitos jogos, ou melhor dizendo, conceitos de jogo, que são aplicados aos smartphones sem qualquer reflexão. Por exemplo, jogos que usam "botões virtuais" em vez de interações mais naturais como inclinar o telemóvel ou passar o dedo pelo ecrã.

 

E depois há a questão do jogo ser gratuito.

 

Como é que um jogo pode ser gratuito? As produtoras não ficam a perder dinheiro?

 

Não. Aliás, até podem ganhar muito mais. Um jogo gratuito tipicamente permite que os jogadores comecem a jogar sem qualquer barreira inicial e depois tenta convencer os jogadores a gastar dinheiro em variados itens dentro do jogo, tais como vidas extra, soluções ou opções adicionais. Se for bem feito, os jogadores, ou pelo menos uma parte deles, acabará por alegremente gastar mais dinheiro ao longo do tempo do que se tivesse apenas de pagar uma vez para jogar.

 

Claro que há o reverso da medalha: Muitos jogos usam mecânicas simples e abusivas para praticamente obrigar os jogadores a gastar dinheiro. O método mais comum é o da "energia": Cada jogada ou nível feito vai gastando uma barra de energia e rapidamente o jogador se vê confrontado com a escolha: ou pago ou não posso continuar a jogar.

 

Claramente existem jogos em que a jogabilidade é sacrificada para obrigar o jogador a gastar dinheiro. Um dos exemplos mais drásticos foi a adaptação de Dungeon Keeper para telemóveis. Logo no "tutorial" - o primeiro nível, que apenas ensina como se joga - Dungeon Keeper obrigava a uma espera de vários minutos entre cada jogada a menos que o utilizador pagasse.

 

 

Mas chega de misérias. Voltemos ao Leap Day!

 

Em comparação com os exemplos anteriores Leap Day é um jogo extremamente generoso. Leap Day oferece um nível novo todos os dias. "Para sempre", segundo os criadores. E não são pequenos níveis. Tipicamente demoram 15 a 20 minutos a completar, isto depois de já se dominar minimamente o jogo. E não há barras de energia. Os níveis têm checkpoints, onde o nosso progresso é gravado, e para ativar um checkpoint é necessário ver um anúncio em vídeo ou gastar 20 "frutos", que se vão apanhando ao longo dos níveis. Mas nenhuma destas opções é obrigatória: chegar ao fim de um nível depende apenas da perícia do jogador.

 

E isso leva-nos ao tema da qualidade do jogo.

 

Leap Day tem um conceito básico, inspirado nos clássicos jogos de plataformas como Super Mario. O próprio visual do jogo é "pixelizado", como os jogos antigos, mas com uma qualidade visual impecável.

 

O jogo consiste em levar o nosso bonequinho amarelo a saltar de plataforma em plataforma, evitando criaturas, obstáculos e perigos de todo o tipo. E tudo isto é feito apenas tocando com um dedo no ecrã.

 

O nosso herói está sempre a andar de um lado para o outro do ecrã. Ao jogador basta tocar para o fazer saltar na altura certa. Um segundo toque, a meio de um salto, fá-lo saltar mais longe e mais alto. E por fim, é possível escorregar pelas paredes abaixo.

 

É simplicíssimo, mas está tão bem implementado e os níveis estão tão bem construídos que a jogabilidade é imaculada. Roça a perfeição.

 

 

E o nível de qualidade é constante. Ainda pensei que me fartaria do conceito, mas já ando a jogar Leap Day há três semanas e todos os dias lá estou eu novamente a desbravar um novo nível.

 

Leap Day está disponível para smartphones e tablets Android e iOS:

 

 

Experimentem-no! É bom, é bonito e é grátis!

publicado às 14:52

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.