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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Quando ele era ela nos videojogos

Isto dos direitos da Mulher é um processo. Não é um dado adquirido. E para assinalar o Dia Internacional da Mulher lembrei-me deste momento emblemático da história dos videojogos.

 

O Dia Internacional da Mulher não é sobre oferecer flores e dar festinhas. É, sim, um dia para reconhecer a igualdade de direitos e lembrar a luta que foi (e continua a ser) necessária para conquistar essa igualdade.

 

E qual é esse tal momento emblemático da história dos videojogos e o que tem a ver com o tema?

 

Metroid - capa europeia

 

Há quase 30 anos, em agosto de 1986, era lançado para a Nintendo Entertainment System o jogo Metroid. Um típico jogo de ação, num cenário futurista de ficção científica: Ex-soldado da Federação Galáctica, que usa uma armadura futurista e armas laser, combate piratas espaciais e organismos alienígenas, salvando o universo no final.

 

Até aqui tudo muito em linha com os habituais videojogos da década de 80 (para não falar nas outras décadas).

 

O "grande momento" surge quando o jogador termina a última missão. O herói tira o seu capacete e... não é um herói mas sim uma heroína. Samus Aran é uma mulher de armas que rebentou com piratas e alienígenas e salvou o universo, como se fosse qualquer machão musculado. Foi um dos primeiros momentos de surpresa na história dos videojogos, que ainda dava os primeiros passos em termos de narrativa, e Samus foi talvez a primeira personagem feminina dos videojogos a mostrar que as mulheres podem fazer o mesmo que os homens, abrindo caminho para Lara Croft e muitas outras.

 

Os videojogos ainda são vistos por muitos como uma forma de entretenimento para rapazes e onde os heróis são tipicamente homens musculados, mas já há 30 anos se combatia esse estereótipo.

 

Mas, como referi no início, isto é um processo. E mesmo este momento emblemático de afirmação da igualdade e capacidade das mulheres não esteve isento de falhas graves. É que havia um bónus para quem terminasse o jogo mais rapidamente: quanto menos tempo o jogador demorasse a terminar o jogo, menos roupa a Samus Aran usava no ecrã final do jogo.

 

Samus Aran no final do jogo Metroid

 

Foi quase perfeito. A intenção foi boa. Só falhou nessa objetificação final. Mas é um processo... e devemos concentrar-nos em andar para a frente.

publicado às 18:46

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