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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Jogar às mijinhas

Os últimos dois anos têm sido ricos em jogos de simulação tresloucados. Basta dar dois exemplos: Goat Simulator, onde jogamos como uma cabra e temos de fazer o que as cabras fazem no seu dia a dia, e I Am Bread, onde somos uma fatia de pão. 2016 parece que vai pelo mesmo caminho, pois arrancou já com o anúncio de um jogo sobre essa temática universal e incontornável que é... fazer xixi.

 

Urine It To Win It - screen

 

Urine It to Win It! é o novo jogo de Michael Davis, um criador independente que no ano passado lançou o curioso jogo ICBM (onde os jogadores eram colocados em frente ao "grande botão vermelho" que podia iniciar uma guerra nuclear), e da sua mulher.

 

Em Urine It to Win It! os jogadores estão em frente a uma sanita e apontam o seu xixi para a dita, acumulando assim pontos que lhes permitem ir melhorando aos poucos a decoração da casa de banho, a qualidade do papel higiénico, etc. O conceito é bem simples, mas nada como verem um vídeo para perceberem melhor. Não se preocupem! Não há nada de "chocante" no vídeo. Nem detalhes de anatomia, nem coisas nojentas: é tudo feito pela piada.

 

 

O jogo está ainda em fase de conceito e para já apenas procura o feedback dos utilizadores na plataforma Steam Greenlight, que é a área de descoberta de novos projetos da mega loja digital de videojogos Steam.

 

As reações até ao momento parecem ser positivas. E mesmo que o jogo pareça ser meramente uma perda de tempo, só a ideia e a forma como aborda a temática fazem com que valha a pena. Os videojogos precisam de ideias loucas e inesperadas para contrabalançar as intermináveis sequelas anuais sempre iguais às do ano anterior.

 

Resta saber se o jogo vai gerar polémica... mas não pela temática. É que em Urine It to Win It! faz-se xixi de pé e os criadores receiam que os adeptos do politicamente correto lhes apontem o dedo por não darem aos jogadores a oportunidade de jogarem como personagens femininas. O sexismo nos videojogos tem estado sob grande escrutínio nos últimos tempos, embora alguns comentários recentes sobre Carrie Fisher ser demasiado velha para entrar no novo filme da saga Star Wars me façam pensar que há outros ramos da indústria do entretenimento com problemas maiores nessa área.

 

E pronto! Acho que consegui escrever este texto todo sem um único trocadilho malicioso. Resta perguntar se estão aflitinhos para jogar este jogo.

publicado às 10:30

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