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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

História interativa da Super Nintendo com participação portuguesa

Melhor que um livro sobre a emblemática Super Nintendo só mesmo um livro interativo com mais de 200 vídeos de outros tantos jogos que definiram uma era das consolas de jogos.

 

É esse o caso de «The Unofficial SNES/SUPER Famicom: a visual compendium». Um livro que foi tornado possível graças à plataforma de crowdfunding Kickstarter e que está prestes a ser publicado pela Bitmap Books em três formatos: capa dura, capa mole e o tal PDF interativo.

 

 

Mas ainda melhor que isso é o facto da versão interativa ter sido tornada possível pelo esforço de um português, que executou a tarefa hercúlea de jogar e gravar os mais de 200 vídeos que ilustram as páginas de cada um dos jogos mencionados no livro.

 

Devemos isso ao Shiryu. Provavelmente, o único cidadão nacional à altura desta tarefa.

 

Se gostam de videojogos, deixem nos comentários uma palavra de agradecimento e reconhecimento a este meu amigo. Ele merece!

 

Ainda há poucas semanas o Shiryu me ajudou disponibilizando um vídeo para um artigo sobre o Mortal Kombat e há muitos mais vídeos de videojogos clássicos na página dele do Youtube. E também há muita música inspirada em videojogos na sua página do Patreon, onde ele também fala um pouco sobre como se envolveu neste projeto.

 

Obrigado Shiryu!

 

Capa de The Unofficial SNES/SUPER Famicom: a visual compendium

 

publicado às 17:40

Melhores trailers de jogos de 2017: Outubro

Imagem de Ghost of Tsushima

 

Um trailer pode ser uma pequena obra de arte. E é por isso que, ao longo do ano, vou colecionar alguns dos melhores trailers que vão sendo lançados todos os meses pelas editoras de videojogos e partilhá-los convosco. Eis os meus preferidos de outubro.

 

Estava a ser um mês calmo no que diz respeito a trailers, mas eis que a PlayStation apresenta uma avalanche de vídeos na Paris Games Week. Uma boa parte do top deste mês é composta por esses trailers. Ora vejam:

 

 

10- Detroit: Become Human - trailer da PGW 2017

 

Há quem goste e há quem deteste, mas os jogos da Quantic Dream são sempre carregados de drama emocional.

 

 

 

9- Call of Duty: WWII - trailer "Reúne a Tua Equipa"

 

Há uma força capaz de unir pessoas completamente diferentes umas das outras: os videojogos. É essa a mensagem deste novo trailer de Call of Duty: WWII.

 

 

 

8- Need for Speed Payback - trailer da história

 

Está quase a chegar mais um Need for Speed. Fiquem a conhecer um pouco mais da história.

 

 

 

7- Star Wars Battlefront 2 - trailer do modo single player

 

Se a história de Rogue One acabava exatamente onde começava o Episódio IV, a narrativa de Star Wars Battlefront 2 começa exatamente onde acabou o Episódio VI. E é vista pelos olhos de uma soldado de elite do Império.

 

 

 

6- The Hong Kong Massacre - trailer da PGW 2017

 

É como se fosse um filme de John Woo em formato videojogo. E isso é mais que suficiente.

 

 

 

5- Star Child - trailer da PGW 2017

 

Um belo trailer deste título para o PlayStation VR foi revelado pela Sony em Paris.

 

 

 

4- Far Cry 5 - trailer do modo cooperativo

 

A música "Happy Together" é o mote para este novo trailer sobre as alegrias de jogar Far Cry 5 com um amigo.

 

 

 

3- The Last of Us Part II - trailer da PGW 2017

 

O violento trailer da sequela de The Last of Us tem suscitado algumas críticas, mas apesar de perturbador não deixa de ser um dos melhores trailers do evento PlayStation em Paris.

 

 

 

2- Concrete Genie - trailer da PGW 2017

 

Mais uma pequena obra-prima a sair da apresentação da PlayStation em Paris. Imaginem um jovem que pinta belíssimos grafitis nas paredes. E agora imaginem que esses grafitis ganham vida... Imperdível!

 

 

 

1- Ghost of Tsushima - trailer da PGW 2017

 

Foi a grande novidade do evento PlayStation na Paris Games Week. O novo jogo dos criadores de Infamous Second Son vai transportar-nos para o Japão feudal e o trailer é de cortar a respiração.

 

 

 

E vocês? Houve algum trailer em outubro de que tenham gostado e que não esteja na lista? Partilhem nos comentários.

 

Também podem rever a lista de melhores trailers de setembro.

publicado às 15:05

Uma história de violência: 25 anos de Mortal Kombat

É por isto que os jogos têm um selo com a idade recomendada...

 

Logotipo de Mortal Kombat

 

Há um motivo para os videojogos terem na caixa um autocolante ou selo com a idade recomendada. E esse motivo fez este mês 25 anos.

 

Mortal Kombat era um jogo tão violento que fez nascer a classificação etária de jogos. Não foi a única causa, naturalmente, mas o jogo tinha um conjunto de características próprias que na altura o diferenciavam dos demais.

 

A violência de Mortal Kombat não se limitava aos combates corpo a corpo, que eram o cerne do jogo. Quando o combate terminava o vencedor podia desferir um golpe mortal no adversário. A voz do narrador incitava a isso com a célebre frase "Finish him!" (ou "Finish her!"), que significa "Acaba com ele/ela!".

 

Estes golpes eram chamados "Fatalities". Existiam em grande número e variedade mas todos eram de uma violência e sadismo requintados. E eram a imagem de marca do jogo. Vejam por exemplo o vídeo abaixo (obrigado Shiryu!) em que Sub-Zero arranca a cabeça de Sonya, com a coluna vertebral a vir atrás. Que por acaso até é uma cena do filme "Predador"...

 

 

Está tudo explicado, certo?

 

Calma... Há mais.

 

Outra característica particular de Mortal Kombat eram os seus gráficos. Em 1992 os videojogos eram na sua maioria imagens a duas dimensões, desenhadas quadradinho a quadradinho (os pixels) com um número limitado de cores. O hardware da altura não dava para muito mais.

 

Mas Mortal Kombat deu um passo em frente. Em vez de desenharem as suas personagens os criadores do jogo usaram imagens fotográficas digitalizadas. O aspeto era muito mais realista do que qualquer outro jogo da altura e isso despertou a preocupação que "agora que as imagens são mais realistas se calhar têm mais impacto".

 

Imagem de Mortal Kombat

 

Esse alarmismo com o realismo dos gráficos dos jogos tem sido, aliás, recorrente. A cada nova geração de consolas a pergunta volta a surgir da parte de jornalistas, políticos e outros. Recordo-me de ir à SIC Notícias por alturas do lançamento da primeira Xbox, em 2002, e dessa pergunta ter sido feita.

 

Mas entre 1992 e 1993 esse "realismo" visual tornava-se pela primeira vez uma preocupação real e ao mais alto nível. O tema foi discutido em audiências oficiais no Congresso dos Estados Unidos, tendo terminado com uma exigência à indústria americana de videojogos para criar um sistema que evitasse que este tipo de jogos fosse inadvertidamente jogado por crianças. Assim viria a ser criado o ESRB - Entertainment Software Ratings Board - que passou a aplicar um selo com a classificação etária a cada jogo vendido nos Estados Unidos.

 

Este sistema mantém-se em vigor até hoje e tem congéneres por todo o mundo. Em Portugal é o IGAC a entidade responsável pela classificação de videojogos, mas a entidade nacional limita-se a aplicar as classificações atribuídas pelo organismo europeu PEGI.

 

E quanto à história de Mortal Kombat?

 

O enredo do jogo quase não merece menção (pelo menos na minha antipática opinião), mas isso não o impediu de ser adaptado ao cinema por Paul W. S. Anderson. Mas sobretudo não o impediu de ser um sucesso de vendas: as inovações na jogabilidade e a qualidade do jogo foram a base sólida e a polémica contribuiu para o seu reconhecimento. E as sequelas foram muitas.

 

25 anos depois, continuam a sair novas versões de Mortal Kombat. E o sucesso e a polémica continuam presentes.

 

Se quiserem ver mais vídeos de Mortal Kombat e muitos outros jogos clássicos, não deixem de visitar o canal do Shiryu no Youtube.

publicado às 16:19

Melhores trailers de jogos de 2017: Setembro

Imagem de Red Dead Redemption II

 

Um trailer pode ser uma pequena obra de arte. E é por isso que, ao longo do ano, vou colecionar alguns dos melhores trailers que vão sendo lançados todos os meses pelas editoras de videojogos e partilhá-los convosco. Eis os meus preferidos de setembro.

 

Este mês decorreu o Tokyo Game Show, uma feira de videojogos japonesa, e por isso há alguns trailers em japonês na lista. Mas também há uma nova "coboiada" dos criadores de GTA. Ora vejam:

 

 

10- Fugl

 

Um jogo independente, singelo mas apelativo. E um dos membros da equipa de desenvolvimento é português, o que é sempre digno de nota.

 

 

 

9- Left Alive - teaser de apresentação

 

Foi uma das grandes novidades da feira de videojogos japonesa. Ainda não se sabe muito sobre este Left Alive, mas faz lembrar em muito a saga Metal Gear e isso é bom.

 

 

 

8- Sky - trailer de apresentação

 

O novo jogo dos criadores de Journey. E isso é tudo o que é preciso saber para um fã de videojogos ficar atento a este Sky.

 

 

 

7- Dragon Ball FighterZ - trailer da história

 

A fidelidade da animação e do desenho das personagens deste FighterZ em relação à série de TV original continua a fascinar com este novo trailer.

 

 

 

6- Shadow of the Colossus - trailer do TGS 2017

 

O magistral Shadow of the Colossus ganha novo fulgor com um remake para a PlayStation 4.

 

 

 

5- Assassin's Creed: Origins - trailer "Order of the Ancients"

 

A saga Assassin's Creed tem sido um pouco repetitiva na sua fórmula, mas este novo Origins parece realmente promissor. E os trailers reforçam essa ideia.

 

 

 

4- Call of Duty WWII - trailer da história

 

Promete ser o regresso à boa forma de Call of Duty. E este trailer dedicado ao modo história é notável.

 

 

 

3- Ruiner - trailer de lançamento

 

Uma pérola ciberpunk é  a melhor descrição para este jogo. E o trailer é um  mimo.

 

 

 

2- Red Dead Redemption 2 - o segundo trailer

 

Se o primeiro Red Dead Redemption tem uma legião de fãs, esta sequela tem os fãs a salivar. Os videojogos passados no Oeste selvagem são raros e a Rockstar promete elevar a fasquia.

 

 

 

1- Destiny 2 - trailer japonês

 

Não há palavras para a genialidade "non-sense" deste anúncio japonês à sequela de Destiny. Apreciem...

 

 

 

E vocês? Houve algum trailer em setembro de que tenham gostado e que não esteja na lista? Partilhem nos comentários.

 

Também podem rever a lista de melhores trailers de agosto.

publicado às 09:49

O que há de errado com o novo Tomb Raider

Imagem promocional de Tomb Raider

 

Apesar de ser uma das personagens de videojogos mais (re)conhecidas em todo o mundo, a verdade é que as aventuras de Lara Croft nos videojogos não foram um mar de rosas.

 

O estrondoso sucesso do jogo Tomb Raider original, de 1996, e a sua qualidade e inovação não se repetiram nas muitas sequelas lançadas ao longo dos anos posteriores. Não é que tenham sido um fracasso, seja em vendas ou na opinião dos críticos, mas foram claramente decrescendo até ao nível da banalidade.

 

Tudo isso mudou em 2013 com o reboot da saga: um novo Tomb Raider, com o mesmo título que o original, mas que nos levava até à adolescência de Lara Croft e ao momento em que o destino a transformou na aventureira que conhecemos.

 

O novo Tomb Raider era uma obra prima!

 

E é nesse novo Tomb Raider que se baseia o filme com Alicia Vikander, do qual vimos esta semana o primeiro trailer:

 

 

As semelhanças já eram conhecidas. As primeiras fotos promocionais da atriz no papel de Lara Croft pareciam uma fotocópia da nova Lara Croft dos novos videojogos.

 

E isso era um bom augúrio!

 

Só que, do que conseguimos ver no trailer, o novo filme afinal parece diferir bastante em alguns pontos-chave, apesar de várias das cenas serem claramente "decalcadas" do jogo.

 

E isso já é um mau augúrio!

 

É que a essência do genial novo Tomb Raider (o jogo) é a forma como acompanha a transição de uma jovem insegura, para um misto de aventureira e guerreira. Às vezes em coisas simples como ter de matar um animal para não morrer de fome. E eventualmente até ter de matar outras pessoas para que não a matem a ela.

 

No novo Tomb Raider (o filme) Lara já é uma jovem adulta e parece cheia de uma atitude desafiadora e combativa muito antes de embarcar - literalmente - na aventura.

 

E nesse caso o que sobrará para explorar em termos da evolução da personagem? Ficaremos apenas com uma longa sequência de acrobacias, entrecortadas por longos monólogos de exposição da história? A que se juntam provavelmente uma série de cenas recriadas a partir do jogo, mas agora desprovidas do seu contexto emocional e simbolismo?

 

Isso é a receita para um mau filme.

 

É cedo para criticar, pois primeiro é preciso que o filme seja lançado para o apreciarmos na totalidade, mas fiquei com um mau pressentimento. Talvez porque ainda recentemente senti o mesmo com o novo filme de Ghost In The Shell. Já para não falar de uma autêntica vaga atual de maus filmes de ação.

 

Parece haver algo de errado com o novo filme Tomb Raider. Só espero que errado esteja eu. É que bons filmes baseados em videojogos é algo que eu gostaria de ver mais!

publicado às 12:04

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