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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Melhores trailers de jogos de 2017: Junho

Imagem de Beyond Good and Evil 2

 

Um trailer pode ser uma pequena obra de arte. E é por isso que, ao longo do ano, vou colecionar alguns dos melhores trailers que vão sendo lançados todos os meses pelas editoras de videojogos e partilhá-los convosco. Eis os meus preferidos de junho.

 

Este mês foi dominado pela E3, a maior feira de videojogos do mundo. A quantidade de novos e bons trailers tornou a escolha mais difícil mas o resultado final é muito mais rico. Ora vejam:

 

 

10- Assassin's Creed: Origins

 

Este é talvez um dos trailers mais convencionais da lista deste mês, mas a riqueza visual desta nova sequela aliada ao encanto misterioso do antigo Egito fazem-no merecer a sua presença nas escolhas de junho.

 

 

 

9- Star Wars: Battlefront 2

 

Um trailer de Star Wars (seja jogo ou filme) vale sempre a pena e este novo trailer focado na componente multijogador não é exceção.

 

 

 

8- Skull and Bones

 

Foi uma das surpresas da feira de Los Angeles. Um jogo de piratas com foco nas batalhas entre navios.

 

 

 

7- The Crew 2

 

O jogo original não foi um sucesso mas a sequela não desanima e quer melhorar de forma exponencial. O trailer vale sobretudo pelas transições de cenários muito inspiradas no filme Inception.

 

 

 

6- Mario+Rabbids: Kingdom Battle

 

A maior surpresa da E3 foi mesmo este novo jogo do Super Mario, que não é desenvolvido pela Nintendo. Todo o conceito fazia adivinhar um falhanço, mas o resultado final é absolutamente brilhante.

 

 

 

5- Vampyr

 

Não foi propriamente um dos jogos mais falados da feira de Los Angeles, mas ainda assim é um dos mais prometedores. O trailer baseado exclusivamente numa sequência única e só com música é imperdível.

 

 

 

4- A Way Out

 

Outra novidade que promete muito é este A Way Out, um jogo para dois jogadores inspirado nos mais clássicos filmes sobre fugas de prisões.

 

 

 

3- Metro: Exodus

 

O mundo pós-apocalíptico de Metro vai regressar e o que foi mostrado deixou todos de boca aberta. Mais um trailer imperdível.

 

 

 

2- Spiderman

 

O novo jogo do Homem-Aranha foi provavelmente o que de melhor se viu na E3 deste ano. Tecnicamente isto não é um trailer mas sim uma sequência inteira do jogo. E está tão bom como trailer pré-produzido que possam imaginar.

 

 

 

1- Beyond Good and Evil 2

 

A única coisa melhor que a demonstração de Spiderman foi mesmo este luxuoso trailer do novo Beyond Good and Evil. É uma curta-metragem excelente a todos os níveis e é ainda mais entusiasmante para os fãs do original, que esperam há 14 anos pelo anúncio desta sequela.

 

 

 

E vocês? Houve algum trailer em junho de que tenham gostado e que não esteja na lista? Partilhem nos comentários.

 

Também podem rever a lista de melhores trailers de maio.

publicado às 10:21

Os 45 anos atribulados da Atari

Fundada em 27 de junho 1972 por Nolan Bushnell e Ted Dabney, a Atari já foi a maior marca de videojogos do mundo. Já foi dada como morta. Mas 45 anos depois ainda está em atividade, ainda é uma referência cultural e ainda quer lançar novas consolas.

 

Logotipo da Atari

 

Antes da Nintendo, Sega e PlayStation, Atari era "o" sinónimo de videojogos. A sua relevância cultural e económica era tal, que é uma das marcas visíveis nos inúmeros reclames luminosos do filme futurista Blade Runner, ao lado, por exemplo, da Coca-Cola.

 

Imagem de Blade Runner

 

Uma das razões para este sucesso inicial foi a sua capacidade de inovação. Ainda antes de se chamar Atari, os seus fundadores já tinham sido responsáveis por criar a primeira máquina de videojogos comercial (até então os poucos videojogos existentes corriam em computadores de empresas ou universidades). Computer Space era uma máquina de arcadas onde os jogadores colocavam uma moeda para jogar. Não foi um sucesso, mas a primeira máquina de arcadas com o nome da Atari foi.

 

 

Pong, o primeiro sucesso

 

Diz a lenda que quando a Atari criou a sua primeira máquina de Pong, convenceram um bar local a colocar lá a máquina em troca de uma parte das receitas que pudesse gerar. Era uma forma de testar a aceitação do novo jogo. O dono do bar não estava muito convencido, mas lá acedeu.

 

Passados apenas alguns dias o dono do bar telefona para a Atari a pedir que viessem recolher a máquina. Estava avariada. Ao inspecionar a máquina a Atari descobre que a causa do problema era... a caixa de recolha de moedas cheia. Pong era um sucesso e iria catapultar a Atari para o estrelato.

 

Imagem do jogo Pong

 

 

Pong, o primeiro processo em tribunal

 

Pong não foi apenas o primeiro sucesso. Cabe-lhe também a honra dúbia de ser o primeiro videojogo a dar origem a um processo em tribunal.

 

O motivo é simples. O jogo Pong não era uma ideia original. Era uma cópia do jogo da Magnavox Odyssey, a primeira consola de jogos do mundo, e que foi lançada nesse mesmo ano de 1972. O diferendo acabou por ser resolvido amigavelmente, fora dos tribunais.

 

 

Atari VCS, a consola de "nova" geração

 

As primeiras consolas de jogos não eram "computadores". Os jogos não eram programados em código, mas sim fabricados na forma de circuitos eletrónicos. Isto limitava em muito o número e tipo de jogos que uma consola podia correr.

 

Em 1975 começaram a aparecer as primeiras consolas de segunda geração, que já funcionavam à base de um microprocessador e de código informático. A Atari não foi a primeira, mas foi sem dúvida a que teve mais sucesso.

 

Fotografia da Atari 2600

 

Atari VCS (de "Video Computer System") foi lançada em 1976 e, com algumas reformulações pelo meio (e rebatizada Atari 2600), só seria descontinuada em 1992, com 15 anos de mercado e um número de vendas estimado em 30 milhões.

 

 

O primeiro nível secreto

 

Uma curiosidade muitas vezes referida quando se fala na Atari, é que foi num dos seus jogos que foi descoberto o primeiro easter egg.

 

Os easter eggs (ovos de páscoa) são pequenas surpresas ou brincadeiras que estão escondidas em alguns jogos: às vezes os criadores do jogo colocam fotografias suas mais ou menos escondidas nos cenários; às vezes colocam no jogo personagens ou objetos de outros jogos ou de filmes; o popular Diablo tinha um nível secreto onde os únicos inimigos eram... vacas.

 

Os easter eggs são tipicamente pequenos pormenores engraçados, mas a sua origem é menos alegre. E a Atari esteve na sua génese.

 

À medida que o seu sucesso aumentava, a Atari tinha cada vez mais programadores a criar os seus jogos. Só que os nomes dos criadores dos jogos nunca eram revelados. Os jogos não tinham ficha técnica e a empresa insistia que a autoria fosse sempre atribuída à "Atari".

 

Descontente com essa situação, um dos programadores resolveu esconder o seu nome num nível secreto do jogo em que estava a trabalhar. "Created by Warren Robinett" aparecia numa sala do jogo Adventure, acessível apenas se o jogador colocasse o seu avatar em cima de um único pixel numa única área do jogo. A Atari só descobriu já depois do jogo estar lançado e já depois de Warren ter saído da empresa. E o easter egg acabou por se manter.

 

Imagem do nível secreto em Adventure

 

Outros easter eggs mais antigos foram entretanto descobertos, mas este foi o primeiro a ser conhecido.

 

 

Vítima do sucesso e do ego

 

O descontentamento de Warren Robinett não era caso único. Em 1979 quatro outros programadores da Atari reuniram com o presidente da empresa para exigirem maior reconhecimento pelo seu trabalho. Queriam os seus nomes nas caixas dos jogos e uma percentagem das vendas. A coisa não correu bem.

 

Esses quatro programadores resolveram então despedir-se e criar a sua própria produtora. Chamaram-lhe Activision. É uma das maiores editoras de videojogos da atualidade.

 

Capa de Pitfall!

 

Só que esta aparentemente pequena historieta acabaria por deitar abaixo a já bilionária indústria americana de videojogos.

 

Acontece que na altura os videojogos eram produzidos apenas e só pelas empresas que construíam as consolas. Não havia empresas que fizessem só videojogos. E como não existia sequer o conceito, também não existia enquadramento legal. A Activision começou a desenvolver e vender os seus próprios jogos para as consolas da Atari e para outras. E não havia nada que as fabricantes das consolas pudessem fazer.

 

O problema não era tanto a Activision, que desenvolvia jogos de qualidade. O problema eram todas as inúmeras empresas que resolveram fazer o mesmo mas sem terem programadores minimamente experientes.

 

O mercado foi inundado de jogos atrás de jogos. Cada um pior que o outro. As lojas não conseguiam vender os jogos e também não os conseguiam devolver às produtoras - que entretanto tinham gasto o dinheiro a produzir mais maus jogos - para reaver o seu dinheiro. E isso significava que também não podiam (nem queriam) comprar novos jogos ou novas consolas para colocar à venda.

 

A inundação começou a afogar os vários setores da indústria dos videojogos e entre 1983 e 1985 deu-se o grande crash. Em '83 a indústria americana de videojogos valia 3.200 milhões de dólares. Em '85 valia 100 milhões.

 

Essa recessão seria contrariada pela Nintendo, que exigia royalties a qualquer empresa que quisesse criar jogos para a sua NES e que tinha sistemas para evitar que a consola corresse jogos não autorizados. Para além disso, a Nintendo atribuía aos jogos autorizados um "Selo de Qualidade", de forma a garantir ao consumidor que o jogo cumpria os seus exigentes padrões. "Videojogos" passou então a ser um termo associado ao Japão.

 

 

Os primeiros videojogos publicitários

 

Uma pequena curiosidade: Ao abrir-se de forma desregulada a criação de videojogos e com o imenso sucesso da Atari VCS/2600, algumas marcas de produtos de grande consumo resolveram criar e distribuir os seus próprios jogos, para publicitar os seus produtos. Foram os primeiros advergames, de marcas como a Purina, a Johnson&Johnson e a Kool-Aid.

 

 

O período difícil

 

Na sua época dourada a Atari produzia máquinas de jogos de arcada, consolas e computadores. Era responsável por um terço das receitas anuais da gigante Warner Communications, que tinha comprado a Atari em 1976.

 

A Atari ainda lançou mais alguns jogos e consolas até finais dos anos 90, mas nunca recuperou da desvalorização do mercado entre '83 e '85. Chegou a ser considerada "morta". Foi repartida e vendida várias vezes e passou a servir praticamente só como marca para ajudar a vender alguns produtos.

 

Mas a editora francesa Infogrames tomou as rédeas da marca em 2001 e anunciou que iria relançar a Atari. O sucesso foi relativo, mas durante vários anos a Atari voltou a ser uma marca ativa e relevante no mundo dos videojogos. Infelizmente os prejuízos foram-se acumulando até final da década e a marca caiu novamente na obscuridade. Em 2013 abriu falência.

 

Capa de Enter the Matrix

 

 

Morte e renascimento

 

A aparição da Atari no filme Blade Runner parecia nesta altura uma previsão falhada do futuro, mas a verdade é que a Atari não morreu. A empresa recuperou da falência em apenas um ano, graças a uma estratégia focada nos jogos de casino.

 

A marca continua a existir e a recuperar financeiramente. Já este ano anunciou que vai lançar uma nova consola de jogos, a Atari Box. Nada mais se sabe ainda sobre esse projeto, exceto que será "baseado na arquitetura dos PCs".

 

 

A Atari é sem dúvida uma marca que se recusa a morrer. E talvez por isso a sua inclusão no filme Blade Runner não tenha sido uma previsão falhada. E talvez por isso tenha voltado a aparecer no trailer do novo Blade Runner 2049, em toda a sua gigantesca glória.

 

 

É uma marca que "viu coisas que vocês nem iam acreditar" mas que, ao contrário de Roy Batty no final de Blade Runner, ainda não aceitou morrer.

publicado às 09:13

E3: Os bons, os maus e os vilões de 2017

maior feira de videojogos do mundo decorreu durante a semana passada e, terminado o evento, todas as publicações da especialidade se dedicam à tradição de decidir "quem ganhou a E3". E eu também.

 

Logo da E3

 

A E3 é aquela altura do ano em que são feitos os maiores anúncios, por parte das maiores empresas da área dos videojogos. Novas consolas, novos jogos, novas sequelas de velhos jogos... é tipicamente na feira de videojogos de Los Angeles que são anunciados ou mostrados pela primeira vez. E com a maioria dos órgãos de comunicação social, mesmo os generalistas, a prestar atenção durante uma semana, é realmente importante para as marcas causar uma boa impressão. Ou melhor, causar uma boa impressão ainda maior que a concorrência.

 

E com a Nintendo ainda em fase de lançamento da Switch, a Microsoft a preparar-se para lançar uma versão mais potente da Xbox e a PlayStation claramente na liderança em número de vendas da atual geração de consolas, o vencedor acabou por ser... uma editora que faz jogos para todas.

 

Os "bons": Ubisoft e Nintendo

 

Se tivesse de eleger um único vencedor da E3 deste ano seria claramente a Ubisoft. Na sua conferência de imprensa mostraram de tudo um pouco e tudo o que mostraram foi muito bom.

 

Logo a abrir as hostilidades mostraram Mario + Rabbids: Kingdom Battle, um novo jogo em parceria com a Nintendo que funde os universos de Super Mario e dos Rabbids num jogo de estratégia por turnos. Não há nada na frase anterior que não seja totalmente inesperado (não fosse terem aparecido uns rumores uns dia antes). E apesar da ideia de Mario e amigos a disparar armas em combates com aspeto cartoonesco não fazer nenhum sentido, a demonstração que se seguiu deixou toda a audiência de água na boca por este jogo.

 

 

A partir daí a Ubisoft foi saltando de boa apresentação em boa apresentação, incluindo as sequelas dos seus grandes sucessos Far Cry e Assassin's Creed e passando por novidades absolutas como o jogo de piratas cooperativo Skull and Bones. Para terminar, mostraram pela primeira vez o já mítico Beyond Good and Evil 2, que anda a ser feito há já 14 anos. E foi provavelmente o melhor trailer de todo o evento.

 

 

Já a Nintendo, voltou a fazer a sua apresentação na forma de um vídeo pré-gravado. Mas isso não a impediu de causar boa impressão, com títulos como o já mencionado Mario + Rabbids: Kingdom Battle, um olhar mais detalhado sobre o novo Super Mario Odyssey e inúmeras novidades para a sua portátil 3DS. As posteriores demonstrações destes jogos no recinto da feira confirmaram a qualidade das propostas da Nintendo, sendo que quase todas as opiniões foram positivas.

 

 

Os "maus": Microsoft, PlayStation, Bethesda

 

Maus é relativo. Não houve nada de fundamentalmente errado com as apresentações da Microsoft e da PlayStation. Mas ainda assim ficaram ambas muito abaixo das (elevadas) expetativas.

 

Por um lado a nova Xbox One X, que é a mais potente consola de sempre e promete jogos em resolução 4K "a sério", mas que apesar de muitos jogos mostrados não chegou a ter nenhum exclusivo "obrigatório" que justificasse o preço de 500$ da nova consola. Jogos como Assassin's Creed: Origins e Anthem, que tiveram grande protagonismo na apresentação da One X, nem sequer estavam a correr no tal 4K "a sério" que é um dos principais argumentos da consola.

 

 

E depois ainda houve inúmeros anúncios de exclusivos com um críptico "Console launch exclusive" (exclusivo no lançamento da consola), que não se percebe afinal o que quer dizer. É exclusivo só no mês de novembro? Também irá ser lançado noutras consolas? A verdade é que a Microsoft apregoou 22 jogos exclusivos para a Xbox e eu não consigo perceber quais são.

 

A PlayStation, por seu lado, pareceu completamente desinteressada pela sua própria apresentação.

 

Basicamente, Shawn Layden - presidente da Sony Interactive Entertainment America - apareceu em palco a dizer "vamos ver uns vídeos" e seguiu-se uma hora de trailer atrás de trailer, de jogos já conhecidos, sem nenhuma informação adicional, sem comentários dos produtores, sem nada... A grande novidade da PlayStation - uma nova linha de jogos para a PS4 que podem ser jogados usando o telemóvel - foi anunciada em vídeo antes do evento.

 

 

Não fosse a excelente demonstração do novo jogo do Homem-Aranha e o interesse seria quase zero. Embora, ressalve-se por ser digno de nota, tenham mostrado bastantes jogos para o PlayStation VR, o que significa que a realidade virtual na PlayStation está de boa saúde.

 

 

Mas má mesmo foi a apresentação da Bethesda.

 

Basicamente mostraram uma sequela de Wolfenstein, umas adaptações de Doom e Fallout para realidade virtual, mais uns remakes do velhinho Skyrim e, sobretudo, novas formas de cobrarem dinheiro aos jogadores. Tem sido unanimemente declarada pelos especialistas como a pior apresentação da feira e é difícil discordar.

 

 

Os "vilões": Devolver Digital e EA

 

Se "maus" é relativo, os vilões que apresento não o são pela negativa mas sim pela forma dissonante como se apresentaram. São os que primam pela diferença...

 

A Electronic Arts deu que falar sobretudo pela utilização extensa de Youtubers como apresentadores na sua conferência. É um pouco como pedir a um eletricista para arranjar um cano roto e notou-se. Muitos estavam claramente fora do seu ambiente natural, a tentar lembrar-se das suas falas no nervosismo de um evento em direto. E a culpa não é deles. A responsabilidade será de quem contratou o eletricista para arranjar a canalização.

 

Mas ao menos houve um esforço da Electronic Arts para fazer algo diferente e mais variado, mostrando os jogos a serem jogados. E isso merece um elogio.

 

E também apresentaram A Way Out, um dos jogos mais originais e promissores e um dos meus preferidos de todo o evento.

 

 

Agora, absolutamente fabulosa foi a apresentação da Devolver Digital.

 

"Quem são esses?" Excelente pergunta! Quando a editora de títulos independentes anunciou que também faria uma apresentação na E3 todos os profissionais do meio estranharam. Vão apresentar o quê? Nem sequer são associados da ESA, a entidade organizadora do evento, pelo que costumam apenas alugar um espaço público ao lado.

 

Mas eis que a Devolver se sai com uma apresentação pré-gravada, ostensivamente encenada, a ridicularizar todas as encenações e palavreado comercial das habituais apresentações das grandes marcas. "Os modelos de negócio anti-éticos de amanhã, hoje!" foi o mote, com um público histérico, jogadores a atirar dinheiro ao ecrã, braços decepados, cabeças a explodir e alguns trailers dos seus jogos pelo meio.

 

O resultado foi uma das conferências mais faladas da E3 deste ano e uma visibilidade muito acima do normal para uma editora de títulos independentes no meio dos gigantes da indústria.

 

 

E vocês? Acompanharam o evento? Quais os jogos que gostaram mais? Partilhem nos comentários.

publicado às 17:50

Há um videojogo a caminho dos Óscares... e um português também

Logotipo de Everything

 

Pela primeira vez na história há um videojogo candidato aos Óscares.

 

Mais precisamente, trata-se do trailer de 11 minutos para o jogo Everything, que eu próprio já tinha eleito como um dos melhores trailers do passado mês de março.

 

 

E o que tem este trailer de especial?

 

Tal como escrevi na altura: "São 10 minutos de um jogo em que podemos ser tudo, desde pequenas moléculas até gigantescas galáxias, passando por tudo o que existe pelo meio. E tudo isto usa como narração as obras do filósofo Alan Watts, ditas pelo próprio, sobre o significado de «ser». O resultado faz lembrar um episódio do documentário Cosmos (o do Carl Sagan) se fosse realizado por Salvador Dali. Se querem ver algo realmente diferente... é isto."

 

Uma opinião semelhante tiveram os membros do júri do Vienna Shorts Festival, que em comunicado à imprensa descreveram a curta-metragem como "um filme que, para lá de ser entretenimento, tem fortes temas poéticos e filosóficos" e que "serve um propósito altamente educativo (...) encorajando-nos a deixar os nossos egos dissolverem-se e ganharmos uma nova perspetiva sobre o mundo".

 

Everything ganhou o prémio do júri na categoria Animação.

 

o prémio do júri na categoria Ficção foi para o lusoamericano Gabriel Abrantes, com a curta metragem Uma Breve História da Princesa X.

 

Ao ganharem estes prémios, os dois trabalhos ficam desde já na lista de candidaturas aos Óscares do próximo ano.

 

Parabéns a ambos!

publicado às 12:27

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