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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Melhores trailers de jogos de 2017: Março

Destiny 2

 

Um trailer pode ser uma pequena obra de arte. E é por isso que, ao longo do ano, vou colecionar alguns dos melhores trailers que vão sendo lançados todos os meses pelas editoras de videojogos e partilhá-los convosco. Eis os meus preferidos de março.

 

Este mês foi rico em trailers surreais, desde o jogo sobre Tudo com um trailer narrado por um filósofo britânico falecido até um filme educativo sobre como as armas de fogo ajudam nas tarefas do dia-a-dia. Ora vejam:

 

 

10º- Magic Table Chess - trailer

 

Como é que um jogo de Xadrez pode resultar num dos melhores trailers do mês? Com uma música bem ritmada e uma edição de vídeo impecável.

 

 

 

9º- Mass Effect Andromeda - trailer de lançamento

 

As críticas ao novo Mass Effect têm estado um pouco abaixo do que seria de esperar de uma saga tão aclamada, mas a sua grandiosidade de "space opera" e cenários de cortar a respiração dão-nos trailers sumptuosos como este.

 

 

 

8º- Heroes of the Storm - trailer "Probius"

 

A vida é monótona para este pequeno robô. Ou será que é apenas porque a ação lhe está a passar despercebida?

 

 

 

7º- Persona 5 - trailer

 

O novo Persona é considerado por muitos como o regresso à grande forma dos RPGs japoneses. E a qualidade da animação criada para o jogo só por si merece que vejam este trailer.

 

 

 

6º- Everything - vídeo de jogabilidade

 

Preparem-se! Este trailer tem mais de 10 minutos. Preparem-se! Este trailer é estranho. São 10 minutos de um jogo em que podemos ser tudo, desde pequenas moléculas até gigantescas galáxias, passando por tudo o que existe pelo meio. E tudo isto usa como narração as obras do filósofo Alan Watts, ditas pelo próprio, sobre o significado de "ser". O resultado faz lembrar um episódio do documentário Cosmos (o do Carl Sagan) se fosse realizado por Salvador Dali. Se querem ver algo realmente diferente... é isto.

 

 

 

5º- This is the Police - trailer para consolas

 

Um jogo sobre corrupção policial em que o jogador é o polícia corrupto pode soar a drama policial, mas o trailer é uma montanha russa de momentos surreais que o grafismo poligonal simples apenas ajuda a acentuar.

 

 

 

4º- How To Live the American Dream - filme educativo

 

A obsessão dos Estados Unidos pelas armas de fogo é sobejamente conhecida. Jogos com armas de fogo não faltam. Mas jogos a ridicularizar as armas de fogo? Para isso temos este "How To Live the American Dream", que retrata a pacata vida diária de uma família de classe média americada da década de '50... em que as armas de fogo são usadas para todas as tarefas comuns.

 

 

 

3º- Raid: World War II - trailer

 

A realização deste curto trailer está soberba. Pouco nos diz sobre o que se passa, mas consegue dizer o suficiente e em grande estilo.

 

 

 

2º- Styx: Shards of Darkness - trailer de lançamento

 

Styx é um Orc baixote. Styx é um mestre ladrão. Styx é desbocado. Styx é hilariante. E o trailer da sua nova aventura também.

 

 

 

1º- Destiny 2 - teaser "Last Call"

 

A sequela de Destiny acaba de ser anunciada. E os criadores lançaram um trailer a anunciar o trailer. Diz que se chama a isso um teaser. Mas não é que o teaser está mesmo muito bom? Melhor até do que o trailer que anunciava.

 

 

 

E vocês? Houve algum trailer em março de que tenham gostado e que não esteja na lista? Partilhem nos comentários.

 

Também podem rever a lista de melhores trailers de fevereiro.

publicado às 11:09

Deixem os videojogos em paz!

Estamos longe do tempo em que os videojogos eram o bode expiatório para os males da sociedade. Hoje em dia é pouco comum vermos políticos ou defensores da moral e bons costumes culparem esta forma de entretenimento por actos ocasionais de violência ou exigirem regulamentação mais apertada para a sua venda.

 

Os videojogos estão então finalmente aceites pela sociedade?

 

Não totalmente. Aliás, alguns países ainda têm regras específicas e muito limitadoras sobre o tipo de conteúdo que um videojogo pode ter para poder ser vendido. E não estou a falar de países de terceiro mundo ou com liberdades civis limitadas: os dois exemplos mais habituais, e onde muitas vezes há títulos que têm de ser lançados em versão censurada, são a Alemanha e a Austrália.

 

Aliás, ainda este mês o jogo Outlast 2 viu negada a atribuição de classificação etária na Austrália, o que na prática significa que o jogo não pode ser vendido no país e fica, efetivamente, banido.

 

Logotipo de Outlast 2

 

O motivo? Outlast 2 é um jogo violento, mas foi uma cena de "violência sexual implícita" que motivou a recusa de classificação. Nem a classificação "para maiores de 18 anos" pareceu adequada ao organismo australiano responsável. Para sermos claros: o jogo não faz nenhuma apologia da violação, apenas contém uma cena em que esse acto acontece fora do ecrã.

 

Aconteceu então algo de pouco habitual: um político australiano levou o assunto ao senado em defesa dos videojogos.

 

David Leyonhjelm é senador pelo Partido Democrata Liberal na Nova Gales do Sul e não poupou críticas à atitude da Junta de Classificação Australiana. E sobretudo fê-lo de forma racional e informada.

 

Leyonhjelm afirmou no seu discurso que, ao negar classificação a videojogos violentos quando é dada maior liberdade a outros meios artísticos, isso não só é um acto de censura como passa uma mensagem de desaprovação e desencorajamento aos produtores de videojogos, que vai no sentido oposto da "política de inovação" defendida pelo atual Primeiro Ministro do país.

 

Para defender o seu argumento o senador chamou a atenção para o facto de que o acesso a sites de notícias sobre videojogos é barrado nos computadores dos funcionários públicos, mas que sites neo-nazis podem ser acedidos. E que isso é claramente uma atitude censória completamente ilógica da parte de burocratas desinformados.

 

Em jeito de conclusão, David Leyonhjelm deixou uma pergunta e uma recomendação:

 

"Como é que não confiamos que pessoas adultas podem fazer as suas próprias escolhas em relação aos videojogos mas damos-lhes a possibilidade de votar?"

 

"Os videojogos não fazem mal a ninguém e o governo e a Junta de Classificação Australiana deviam deixar os gamers em paz."

 

E na prática será que isto vai trazer alguma mudança?

 

Bem... não se sabe se foi por causa do discurso do senador David Leyonhjelm mas a verdade é que, poucos dias depois, a Junta de Classificação Australiana reavaliou o jogo Outlast 2 e concedeu-lhe a classificação R18+, a mais restrita de todas, mas que permite que o jogo seja colocado à venda no país sem necessidade de qualquer alteração ou censura.

publicado às 12:38

Twitter tem novo concorrente no Twitch

O icónico serviço de microblogging tem agora mais uma potencial fonte de preocupação: o (aparentemente) pouco conhecido Twitch.

 

Logotipo Twitch

 

O que é isso do Twitch?

 

Já escrevi sobre ele algumas vezes. É um serviço de vídeos em direto sobre videojogos: os utilizadores podem transmitir em direto as suas sessões de jogo para outros verem e comentarem. E dito assim pode parecer uma coisa menor, sem grande relevância. Mas a verdade é que é um dos maiores geradores de tráfego de internet nos Estados Unidos e tem um nível de utilização tão grande que a gigante Amazon adquiriu o serviço pela quantia de 1.000 milhões de dólares em 2014.

 

E o que é que o Twitch tem a ver com o Twitter?

 

Não é a parecença do nome. Os serviços são bem diferentes e o Twitch é assumidamente para um nicho. Mas ainda assim é um nicho gigantesco e o Twitch está a diversificar a sua oferta.

 

No mês passado anunciou que os utilizadores podiam passar a incluir nos seus diretos botões para que a assistência pudesse comprar o jogo que está a ser jogado. Uma parte das receitas geradas será partilhada com esses utilizadores do serviço.

 

Já este mês o Twitch anuncia que vai renovar a sua homepage e transformá-la num mural de comentários sobre as emissões em direto e sobre os videojogos em geral. Vejam o vídeo explicativo que o Twitch divulgou sobre esta funcionalidade a que chama Pulse:

 

 

Não escapou a ninguém a parecença com Twitter. Mas sobretudo parece-me uma excelente iniciativa do Twitch para dar mais vida à sua página de entrada e estimular a participação da comunidade, permitindo partilhar e comentar não apenas os diretos mas também pequenos vídeos dos melhores momentos de cada emissão.

 

O Twitter tem razões para estar preocupado?

 

Diretamente, não. O Twitter é muito mais universal e abrangente. Mas por outro lado tem tido algumas dificuldades em rentabilizar-se. A remoção do limite de 140 caracteres e a adição da partilha de vídeos são dois exemplos do esforço do Twitter em aumentar a sua audiência e diversificar a sua oferta.

 

E, sobretudo, o vídeo é uma "guerra" entre várias plataformas contra o domínio do Youtube: Facebook, Snapchat, Twitter, todos querem mais vídeo a ser consumido diretamente nas suas plataformas, pelo potencial que isso tem de gerar receitas de publicidade. E se o Twitch, que estava focado nos diretos, de repente expande a sua oferta de conteúdos e a audiência potencial, aliado ao estatuto que já tem na área dos videojogos, é bem capaz de ir buscar uma fatia significativa dessa receita.

publicado às 11:36

O papel dos videojogos na crise diplomática entre China e Coreia

Isto não é o cenário inicial de um videojogo. Estou a falar da real crise diplomática que estalou esta semana entre a China e a Coreia do Sul e de como os videojogos estão a ser usados enquanto sanção económica. Sim, os videojogos têm relevância suficiente para influenciar o ambiente geopolítico da zona no atual cenário de "guerra fria".

 

Bandeira da Coreia do Sul

 

O que se passa entre a China e a Coreia do Sul?

 

Este artigo do SAPO 24 explica a situação e recomendo a sua leitura, mas eis um resumo:

 

  • Os testes de mísseis balísticos da Coreia do Norte têm-se intensificado, o que deixa os restantes países da zona preocupados.

 

  • Em resposta a esta potencial ameaça o governo da Coreia do Sul começou a instalar um sistema de defesa antimíssilTHAAD -, com o auxílio dos Estados Unidos.

 

  • A China não gostou, possivelmente por achar que o potente radar utilizado pelo sistema THAAD pode ser usado pelos Estados Unidos para espiar o seu território, e impôs um boicote aos produtos comerciais da Coreia do Sul.

 

Qual a relevância dos videojogos nesta querela?

 

O sudeste asiático é um dos maiores mercados de videojogos. Só na China este mercado valia em 2016, segundo alguns estudos, cerca de 24 mil milhões de dólares, mais do que em qualquer outro país do mundo. Em comparação, o mercado das salas de cinema ronda os 6 mil milhões.

 

Por outro lado, a Coreia do Sul é um dos principais produtores de videojogos da região, em particular do tipo de jogos online e mobile que são especialmente populares na região. Tanto assim que as ações da empresa coreana Nexon desvalorizaram 7% num dia, quebrando uma tendência de crescimento de 6 meses. E isto apesar da sede oficial da Nexon ser no Japão.

 

É que a Nexon está prestes a lançar uma versão para telemóveis de um dos jogos mais populares na China - o Dungeon Fighter Online -, tendo com isso previsto aumentos de 800% nos seus lucros operacionais. A autorização para a publicação deste jogo na China já foi dada antes do atual bloqueio, pelo que, para já, a operação não está afetada... a menos que a China venha a estender o bloqueio a videojogos previamente autorizados. E isso é suficiente para deixar os acionistas nervosos.

 

E ainda hoje a Nexon divulgou um comunicado de imprensa sobre o jogo Gunpie Adventure, outro dos títulos que está a lançar este ano e será disponibilizado em todo o mundo. Ou melhor, citando o comunicado "estará disponível mais adiante no ano para os dispositivos iOS e Android de todo o mundo, excluindo a China continental."

publicado às 10:51

Heroínas dos videojogos, edição 2017

Ainda vamos no início de março e os videojogos já contam com uma boa dose de heroínas. Neste Dia Internacional da Mulher é bom ver que, em pouco mais de dois meses, já tivemos direito a um grande conjunto de mulheres fortes, incluindo a sociedade e teologia matriarcais de Horizon: Zero Dawn. Vamos conhecê-las:

 

Isabel e Anders

Jogo: Halo Wars 2
Plataformas: Xbox One, PC

 

Halo Wars 2 - Isabel e Anders

 

Halo Wars é um jogo de estratégia militar, pelo que não se foca especificamente numa personagem. Mas uma das constantes do universo de Halo é que as grandes naves espaciais de guerra são controladas por inteligências artificiais, e estas inteligências artificiais são todas femininas. Halo Wars 2 conta com a IA Isabel e ainda com a cientista Professora Anders, ambas peças essenciais na narrativa do jogo.

 

Kat e Raven

Jogo: Gravity Rush 2
Plataformas: PS4

 

Gravity Rush 2: Kat e Raven

 

Na sequela deste jogo de ação em que controlamos a gravidade, temos não uma mas duas heroínas para salvar a cidade de Hekseville.

 

2B (YoRHa No. 2, Type B)

Jogo: Nier: Automata
Plataformas: PS4

 

Nier Automata: 2B

 

Nier: Automata não é apenas o jogo de ação de aspeto clássico que pode parecer à primeira vista. É uma reflexão existencial sobre o significado de ser humano, ou de lutar pela Humanidade, pelo ponto de vista de robôs androides. 2B (or not to be?) também não é o que parece à primeira vista: o seu aspeto abonecado esconde uma verdadeira máquina de combate.

 

Aloy

Jogo: Horizon: Zero Dawn
Plataformas: PS4

 

Horizon: Zero Dawn - Aloy

 

A ação de Horizon: Zero Dawn desenrola-se num futuro pós-apocalíptico em que a sociedade humana regrediu até um nível tribal quase pré-histórico. Mas neste cenário, a influência feminina não se limita à heroína Aloy. Toda a sociedade do jogo é altamente matriarcal, desde a deusa "Grande Mãe" às chefes da tribo (todas mulheres), passando pela normal igualdade de estatuto entre homens e mulheres, este é talvez o melhor exemplo com que os videojogos poderiam contribuir para este dia.

 

 

publicado às 12:10

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