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Vida Extra

Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

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Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.

Melhores trailers de jogos de 2018: Janeiro

Imagem de Heroes of the Storm: MechaStorm.jpg

 

Um trailer pode ser uma pequena obra de arte. E é por isso que, ao longo do ano, vou colecionar alguns dos melhores trailers que vão sendo lançados todos os meses pelas editoras de videojogos e partilhá-los convosco. Eis os meus preferidos de janeiro.

 

Na ressaca do período festivo, o início do mês foi pobre em novos trailers. Mas nas últimas semanas já se notou o regresso à normalidade. Vejam alguns dos melhores trailers:

 

 

10- Two Point Hospital - trailer de apresentação

 

É o sucessor espiritual do hilariante Theme Hospital, e isso vê-se perfeitamente neste primeiro trailer.

 

 

 

9- Call of Duty: WWII - Nazi Zombies - trailer "The Darkest Shore"

 

Mais um impressionante trailer do modo "Zombies" do novo Call of Duty.

 

 

 

8- Nintendo Labo

 

A inacreditável nova ideia da Nintendo: brinquedos de cartão que se ligam à Switch.

 

 

 

7- God of War 4 - trailer em português

 

O mais recente trailer do novo God of War dá-nos a conhecer as vozes da versão portuguesa.

 

 

 

6- Assassin's Creed: Origins - trailer da expansão "Hidden Ones"

 

O primeiro conteúdo adicional para o mais recente Assassin's Creed aprofunda a história da origem do grupo.

 

 

 

5- Monster Hunter World - trailer de lançamento

 

Caçar criaturas gigantescas sempre foi o apelo irresistível da saga Monster Hunter, mas o poder gráfico das consolas atuais eleva a fasquia neste Monster Hunter World.

 

 

 

4- Call of Duty: WWII - trailer do DLC "The Resistance"

 

Um grupo de jogadores de Call of Duty leva o jogo demasiado a sério neste trailer em imagem real.

 

 

 

3- Dakar 18 - trailer de revelação

 

O Rali Dakar está de volta aos videojogos, desta vez pela mão dos portugueses da Bigmoon Studios.

 

 

 

2- AntVentor

 

O mundo é muito diferente quando somos do tamanho de uma formiga, como podem ver no trailer deste jogo sobre as aventuras de uma formiga inventora.

 

 

 

1- Heroes of the Storm - trailer MechaStorm

 

Vai ser possível "vestir" as personagens de Heroes of the Storm de robôs. E alguém fez um trailer sobre isso. E seria perfeitamente normal que esse trailer fosse desprovido de qualquer interesse. Mas em vez disso tivemos direito a esta animação genial ao melhor estilo japonês.

 

 

 

E vocês? Houve algum trailer em janeiro de que tenham gostado e que não esteja na lista? Partilhem nos comentários.

 

Também podem rever a lista de melhores trailers de dezembro.

publicado às 17:22

"Beep" no Twitter põe fãs de videojogos em euforia

Logotipo de Cyberpunk 2077

 

Ontem a conta do Twitter @CyberpunkGame escreveu "*beep*" e a internet entrou em êxtase. Bom, pelo menos a parte da internet composta por fãs de videojogos, mas ainda assim...

 

 

Mas afinal porquê tanta emoção?

 

É que a conta do Twitter do jogo Cyberpunk 2077 não publicava nada desde 2013. E 4 anos é muito tempo para se estar sem novidades sobre o novo jogo em desenvolvimento por uma das mais aclamadas produtoras de videojogos da atualidade.

 

A verdade é que ainda muito pouco se sabe sobre este Cyberpunk 2077. Praticamente só temos um único trailer de apresentação do jogo, mostrado nesse ano. E que trailer...

 

 

Mas se pouco sabemos sobre o novo jogo, sobre os seus criadores - a CD Projekt Red - e a capacidade que têm para fazer bons jogos sabemos muito. E é por isso que os fãs de videojogos, eu incluído, ficaram em pulgas.

 

A CD Projekt Red é responsável pela adaptação a videojogo da saga literária The Witcher. O último jogo dessa saga conseguiu ganhar inúmeros prémios de jogo do ano. E consegiu fazê-lo em dois anos seguidos. Isto porque não só o jogo base foi um dos melhores jogos de sempre, como também as duas expansões com conteúdo adicional que foram lançadas no ano seguinte estavam ao mesmo nível. É obra!

 

A força de The Witcher 3 está na grande qualidade de execução técnica e artística, acompanhada de uma capacidade narrativa muito acima da média nos videojogos e não só. Vejam por exemplo estes dois trailers do jogo.

 

Trailer "Uma noite inesquecível":

 

 

Trailer "Matar monstros":

 

 

Naturalmente que a expectativa é que a CD Projekt Red repita a façanha, agora num ambiente futurista cyberpunk. Quiçá um novo Blade Runner, mas agora em videojogo e muito maior e melhor.

 

É uma expectativa enorme. Talvez irrealista. Mas se há equipa capaz de a realizar é a CD Projekt Red. E qualquer pequena novidade que possa finalmente ser revelada sobre este projeto é esperada de forma ansiosa e acarinhada.

 

Um simples "*bleep*" parece querer dizer que vamos finalmente ter novidades. E eu estou eufórico.

publicado às 16:11

Novo jogo nacional chega à PlayStation 4 este mês

 

Imagem promocional de Strikers Edge

 

Um dos mais promissores videojogos portugueses chega finalmente este mês. Dia 30 de janeiro será colocado à venda o Strikers Edge, na PlayStation 4 e na loja digital Steam, para PC.

 

Eu gosto do Strikers Edge. Muito. E sobretudo porque tive a feliz oportunidade de o conhecer numa fase muito inicial do seu desenvolvimento. Foi num dos eventos Pizza Night, organizados pela Microsoft para os criadores de videojogos nacionais. Já na altura chamava a atenção pelo conceito simples e qualidade de execução. Eu era um dos membros do júri do evento e o meu voto foi para o Strikers Edge. O voto dos restantes membros do júri também e o Strikers Edge foi o vencedor desse ano.

 

Mais tarde o Strikers Edge concorreu à primeira edição dos Prémios PlayStation e a história repetiu-se. Strikers Edge destacava-se, eu votei nele, o júri elegeu-o vencedor. O jogo garantiu assim a sua publicação para a consola da Sony.

 

E o sucesso não se ficou por terras lusas. Strikers Edge tem corrido eventos de videojogos por todo o mundo, conquistando sempre o público e a crítica. Recebeu várias nomeações para prémios e as filas de pessoas para o experimentar foram a norma.

 

 

O conceito é simples: Uma arena dividida ao meio. Um lutador de cada lado. Armas de arremesso para tentar derrotar o adversário. E isso é tudo quanto basta para uma viciante experiência para dois jogadores frente ao mesmo ecrã.

 

Mas Strikers Edge cresceu e ganhou entretanto novos modos: uma campanha a solo, um modo online e a possibilidade de jogar em modo 2 contra 2 e 2 contra 1. Vejam-no aqui em ação:

 

 

Dia 30 de janeiro o jogo será colocado finalmente à venda, por todo o globo. Strikers Edge conta até com versões localizadas para o gigantesco mercado asiático.

 

Que seja um grande sucesso!

publicado às 18:16

Melhores trailers de jogos de 2017: Dezembro

Imagem do jogo Death Stranding

 

Um trailer pode ser uma pequena obra de arte. E é por isso que, ao longo do ano, vou colecionar alguns dos melhores trailers que vão sendo lançados todos os meses pelas editoras de videojogos e partilhá-los convosco. Eis os meus preferidos de dezembro.

 

No início do mês decorreu a cerimónia dos The Game Awards, onde foram mostrados muitos novos trailers. Mas houve mais algumas propostas "fora da caixa". Ora vejam:

 

 

10- Gal Metal - trailer

 

É um jogo sobre raparigas japonesas que tocam bateria em bandas de heavy metal. O trailer mistura imagens reais com imagens do jogo e BD japonesa. Está tudo em japonês, pelo que é difícil perceber o que se está a passar, mas neste caso isso só ajuda a melhorar a experiência.

 

 

 

9- Crossing Souls - trailer "Ready for Adventure"

 

O primeiro trailer de Crossing Souls é uma genial mescla de referências à cultura pop dos anos 80, servido por uma animação excelente. A não perder!

 

 

 

8- In the Valley of Gods - trailer de revelação

 

Há um charme retro neste trailer de revelação do novo jogo dos criadores de Firewatch. Tal como no título anterior da Campo Santo, o grafismo minimalista em nada lhe retira a beleza.

 

 

 

7- Living Dark - trailer "Making Weather"

 

Simples mas eficaz, este primeiro trailer de Living Dark faz lembrar os fantásticos planos de travelling lateral de Peter Greenaway.

 

 

 

6- Dissidia Final Fantasy NT - vídeo de abertura

 

As personagens de vários jogos da saga Final Fantasy juntas num jogo de luta dão-nos mais um trailer com a qualidade de animação a que a equipa da Square-Enix já nos habituou.

 

 

 

5- Overkill's The Walking Dead - trailer de Aidan

 

Está em desenvolvimento um novo jogo baseado na popular saga The Walking Dead. E este promete! Pelo menos a julgar pelo primeiro trailer.

 

 

 

4- Manifest 99 - trailer da crítica

 

Esta experiência interativa em realidade virtual tem recebido excelentes críticas. E basta ver o trailer para perceber porquê.

 

 

 

3- Dragon Ball FighterZ - trailer da Jump Festa 2017

 

A qualidade visual do novo jogo baseado na saga Dragon Ball continua a impressionar. É quase impossível distuinguir as imagens do jogo das imagens da série de TV, e tudo isto é servido a um ritmo alucinante neste novo trailer.

 

 

 

2- Star Wars Battlefront 2 - trailer da temporada "Os Últimos Jedi"

 

Polémicas à parte, é inegável a qualidade visual e artística do novo jogo baseado em Star Wars. Com a chegada do filme mais recente às salas de cinema o jogo teve direito a novos conteúdos e a novo trailer.

 

 

 

 1- Death Stranding - trailer dos The Game Awards 2017

 

Ninguém cria trailers (e jogos) como Hideo Kojima. O melhor trailer deste mês só podia mesmo ser este novo olhar críptico sobre Death Stranding.

 

 

 

E vocês? Houve algum trailer em dezembro de que tenham gostado e que não esteja na lista? Partilhem nos comentários.

 

Também podem rever a lista de melhores trailers de novembro.

publicado às 10:07

Os jogos mais inacreditáveis de 2017

O fim do ano aproxima-se a alta velocidade. Os grandes videojogos que havia para lançar já estão nas lojas. Os pequenos também. E por isso, um pouco por todo o lado, aparecem as listas de "melhores do ano".

 

No que toca a jogos foi um ano em cheio. A quantidade e variedade de excelentes videojogos lançados durante 2017 é digna de nota.

 

Só que listas de melhores jogos do ano é o que não falta. Em vez de estar a fazer o mesmo que os outros, prefiro deixar-vos um link para as recomendações do SAPO Tek e fazer algo de diferente. Eis...

 

... os jogos mais inacreditáveis de 2017!

 

Não são necessariamente os melhores. Mas são tão diferentes ou tão originais ou tão improváveis que é difícil de acreditar que existam. A ordem de apresentação não interessa, apenas importa os motivos pelos quais estão na lista.

 

 

Hellblade: Senua’s Sacrifice

 

Imagem de HellBlade: Senua's Sacrifice

 

À primeira vista pode parecer um misto de jogo de terror e de ação. Mas não. Hellblade é uma experiência perturbadora que nos leva a ver o mundo pelos olhos de alguém que sofre de psicose. As vozes na nossa cabeça são uma constante à medida que avançamos no jogo. As vozes confortam-nos, assustam-nos, ajudam-nos, tudo em simultâneo até ao ponto de não sabermos como lidar com elas. E estão sempre lá.

 

Mas a psicose não é o mote para a ação. Não é uma desculpa para os combates. É apenas uma realidade com que temos de conviver durante o jogo e que acaba por definir cada passo da experiência. No fundo o que Hellblade faz é mostrar um pouco do que é a vida de alguém que sofre desta condição.

 

Só o facto de alguém ter criado um jogo que aborda este tema de forma tão empática já seria relevante. Mas Hellblade ainda consegue outro feito: ser um jogo de alto valor de produção feito com uma pequena equipa.

 

 

 

Everything

 

Logotipo de Everything

 

Everything é um jogo sobre tudo. Nele podemos ser uma ínfima molécula ou uma imensa galáxia. Ou qualquer outra coisa entre elas. E em qualquer dos casos podemos contemplar a nossa posição e função num todo que é muito maior do que nós próprios.

 

O jogo é baseado na obra do filósofo Alan Watts e é narrado pelo próprio. É uma daquelas experiências que não poderiam existir noutro meio que não os videojogos. Um jogo sobre o significado de "ser" e que nos ajuda a ter uma nova perspectiva sobre nós próprios e sobre o universo em que existimos.

 

E mesmo quando paramos de jogar, Everything continua a jogar-se sozinho. Tal como o universo continua a funcionar após cada um de nós deixar de existir.

 

 

 

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

 

Imagem de The Legend Of Zelda: Breath Of The Wild

 

Este é daqueles que à partida não parece ter lugar nesta lista. Sim, é um excelente jogo. Mas o que tem de inacreditável mais uma sequela de uma saga bem conhecida?

 

Não é fácil de explicar, mas Breath of the Wild é mesmo do outro mundo. Não é só um ótimo jogo. Aliás, até podíamos argumentar que em alguns pontos podia ser melhor. Só que, no seu todo, este novo Zelda é uma experiência única e inesgotável. Um jogo que incorpora todos os modelos mais habituais dos jogos de aventura em mundo aberto da atualidade, mas que em simultâneo não mostra nenhum sinal disso.

 

Breath of the Wild parece um mundo orgânico, com vida própria, em que as coisas acontecem não porque lá foram colocadas para o jogador fazer mas porque assim existem naturalmente. Não há locais no mapa aonde temos de ir, o que há são caminhos para percorrer e uma imensidão de coisas a descobrir a cada passo. Literalmente a cada passo, porque cada metro quadrado do mundo de Breath of the Wild parece ter algum pequeno pormenor para descobrir.

 

Breath of the Wild move-nos, não porque há missões para cumprir mas sim porque há um sem número de coisas para descobrir. Há algo de novo e interessante para lá daquele monte, qualquer coisa de valioso no topo daquela montanha, um qualquer segredo num aparentemente simples buraco no chão.

 

Mesmo depois de "terminar" o jogo, há sempre coisas que não descobrimos e lugares que não explorámos. A vontade de regressar ao mundo de Hyrule nunca desaparece. Somos uma criança fascinada, que ainda tem o mundo todo para descobrir. E não me lembro da última vez que joguei um jogo assim.

 

 

 

Nier: Automata

 

Imagem de Nier Automata

 

É quase impossível explicar porque é que Nier: Automata deve estar nesta lista sem estragar a experiência ou fazer spoilers.

 

A primeira vez que se joga pode parecer um jogo de ação com uma saudável mistura de estilos, que vai alternando constantemente entre modos de câmara. Também tem algumas opções de gestão de personagem mais parecidas com um jogo de role play (RPG). É só quando se repara que existe nesses menus uma opção para cometer suicídio que a coisa começa a parecer mais invulgar.

 

É preciso jogar Nier: Automata até ao fim para perceber que não se jogou até ao fim. E mais não digo.

 

 

 

Wolfenstein 2: The New Colossus

 

Imagem de Wolfenstein 2: The New Colossus

 

Wolfenstein 2 está nesta lista apenas devido às circunstâncias. No mundo de Wolfenstein 2 a Alemanha Nazi ganhou a segunda guerra mundial e os Estados Unidos estão ocupados pelo Reich. Soldados alemães patrulham as ruas pacatas de cidades americanas e convivem alegremente com membros do Ku Klux Klan.

 

Não é propriamente um cenário original. Nem uma história criada com intuitos de comentário social e político. Mas desde a eleição de Trump que os Estados Unidos têm sido palco de um escalar de movimentos supremacistas. E, de repente, aquilo que era uma fantasia a dar o mote para um jogo de ação obriga-nos a refletir sobre um futuro que afinal pode não ser tão improvável.

 

 

 

Playerunknown's Battlegrounds

 

Imagem de Playerunknown's Battlegrounds

 

Em qualquer dia há cerca de 2 milhões de utilizadores em simultâneo a jogar Playerunknown's Battlegrounds (PUBG). O jogo já vendeu mais de 20 milhões de cópias. É um dos jogos mais vendidos de sempre e um dos jogos mais jogados da atualidade.

 

E ainda nem sequer foi lançado.

 

Se há um jogo em 2017 que pode ser considerado um fenómeno, é este. E não é só o seu sucesso, é o facto de ser desenvolvido por uma pequena equipa criada por alguém que nunca tinha sido criador de jogos nem grande jogador.

 

Brendan Greene era um mero jogador ocasional que começou a criar mapas e modificações para alguns dos jogos que jogava. Uma das suas modificações tornava o jogo DayZ numa "Battle Royale": um combate mortal até ao último sobrevivente (pensem em «Os Jogos da Fome», ou no «Battle Royale» original). A fórmula tornou-se popular e foi sendo melhorada, até que Greene resolveu criar o seu próprio jogo.

 

Playerunknown's Battlegrounds está disponível em acesso antecipado. As pessoas pagam para poder jogar uma versão de desenvolvimento. O jogo ainda tem muitos bugs por corrigir, mas os jogadores não se importam. A experiência de jogo é tão eletrizante que... Bom, o sucesso fala por si. Algumas das maiores editoras de videojogos já estão a copiá-lo e com sucesso também.

 

 

 

Cuphead

 

Imagem de Cuphead

 

Há os jogos retro, com imagens pixelizadas a fazer lembrar "os bons velhos tempos". E depois há o Cuphead, com imagens que reproduzem habilmente os desenhos animados dos primórdios do cinema de animação.

 

Ao ver Cuphead em movimento é impossível ficar indiferente. Salta à vista de tão diferente que é de tudo o resto. E salta à vista também pela absoluta perfeição com que é feito.

 

Não sei o que passou pela cabeça dos criadores para acharem boa ideia fazer um jogo baseado nos filmes de animação dos anos 30. Mas ainda bem que o fizeram.

 

 

 

CryptoKitties

 

Imagem de CryptoKitties

 

As criptomoedas (Bitcoin e afins) estão em ascenção meteórica. Tão meteórica que surgem cada vez mais alertas para os riscos associados a algo que parece valorizar sempre e sem limites.

 

Para quem não sabe, as criptomoedas são uma forma de dinheiro digital que não depende de nenhuma instituição centralizada. O "criptodinheiro" é gerado (usa-se o termo "minar") e transferido de forma segura entre entidades usando apenas a infraestrutura partilhada dos seus utilizadores. Cada "moeda" é única e nem a moeda nem o seu detentor podem ser falsificados.

 

E então alguém pensou: "Vou usar essa tecnologia para fazer um jogo de coleção de gatinhos"!

 

CryptoKitties usa uma das redes de criptomoedas para, em vez de gerar "dinheiro", gerar gatinhos. O jogador tem a certeza que cada gatinho é único e é só seu. E, se pensarmos bem, isso é o derradeiro jogo de colecionismo. Conceptualmente está perfeito!

 

Por outro lado, o sucesso do jogo já está a levantar problemas de desempenho na rede da criptomoeda Ethereum, sobre a qual assenta. Podemos dizer que, além de absolutamente fora da caixa, CriptoKitties ainda consegue demonstrar uma das fragilidades das criptomoedas.

 

 

O que podemos concluir desta lista?

 

Podíamos encontrar muitos outros exemplos de jogos inacreditáveis em 2017. Aliás, aproveitem para partilhar nos comentários as vossas sugestões.

 

Mas o que acho que vale a pena reter é que 2017 foi um ano riquíssimo para os videojogos. Não apenas porque houve muitos jogos de qualidade, mas também porque houve muitos jogos "diferentes". E isso é bom! Inovação precisa-se. Sempre. E ficámos bem servidos este ano.

publicado às 09:50

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